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domingo, 19 de agosto de 2018

JOÃO AMOEDO, MOSTRA DE ONDE VEM SEU PATRIMÔNIO AO CONTRÁRIO DE MUITOS POLÍTICOS.

Como João Amoêdo conquistou patrimônio de R$ 425 milhões

Em evento nesta semana, o candidato do Novo comenta que começou a carreira como trainee de banco
João Amoêdo
SÃO PAULO – João Amoêdo, candidato à presidência da república pelo Novo, chocou os eleitores brasileiros ao declarar patrimônio de R$ 425 milhões – metade aplicado em renda fixa. Nesta semana, após questionamentos sobre sua carreira e até sua lucidez, por expor valores tão altos, apareceu em um vídeo comentando como chegou a ter tal quantia em bens e aplicações.
Diferentemente de uma parcela dos eleitores, Amoêdo considera “favorável” a diferença patrimonial que ostenta frente aos demais candidatos. “Trabalhei na iniciativa privada a vida toda”, diz. “A gente vê pessoas que entraram para a política e da política saíram ricos. Eu estou fazendo o movimento contrário: comecei do zero como trainee em um banco, trabalhei bastante e construí esse patrimônio”, complementa.
O candidato acrescentou, ainda, que agora pretende devolver um pouco disso ao país: “tenho dedicado os últimos 8 anos da minha vida ao Novo e pagando tudo isso do meu próprio bolso”. Em 2016, o Valor noticiou que Amoêdo desembolsou R$ 4,5 milhões para viabilizar o partido. 
Amoêdo menciona rapidamente que iniciou a carreira como trainee de um banco. No site oficial da candidatura, o partido descreve com um pouco mais de detalhes esta trajetória.
Após completar as graduações de Engenharia Civil na UFRJ e Administração de Empresas na PUC-Rio, o então jovem profissional ingressou no programa de Trainee do Citibank, dentro do qual foi promovido a gerente 3 anos depois, aos 25. De partida, vale lembrar que grandes bancos tendem a pagar bônus de produtividade a seus funcionários, além do salário - e que estes valores crescem exponencialmente conforme a hierarquia.
Logo no ano seguinte, ingressou no BBA. Um tempo depois, tornou-se Diretor Executivo, e em 1999 assumiu a gestão da Fináustria, financeira do banco. O site do candidato credita à sua gestão a transformação da empresa, então deficitária, em uma operação lucrativa.
Como se sabe, a Fináustria foi comprada em 2002 por 3 vezes seu valor patrimonial (R$ 650 milhões) dentro do negócio de R$ 3,3 bilhões que transformou o BBA em uma empresa do Itaú. Neste negócio, é razoável intuir que Amoêdo fosse acionista relevante da empresa que presidia e tenha levantado parte importante de sua fortuna inicial.
Ainda segundo o site da candidatura, Amoêdo foi convidado a assumir a vice-presidência do Unibanco em 2004 e, um ano depois, deixou este cargo para se tornar membro do Conselho de Administração. No fim de 2008 foi que o Itaú e o Unibanco anunciaram a fusão que criaria o maior banco do hemisfério sul. “Em 2009, passou a fazer parte do conselho de administração do Itaú-BBA, cargo que ocupou até 2015”, complementa o site do candidato. Ele também foi membro do conselho de administração da empresa João Fortes Engenharia. 
Vale lembrar que ganhar dinheiro não é o suficiente para construir - e manter - patrimônio milionário. A declaração patrimonial de Amoêdo demonstra que o candidato é altamente conservador em sua carteira de investimentos, aplicando mais da metade do que possui em renda fixa (as carteiras de todos os candidatos podem ser vistas aqui). Outras parcelas relevantes estão em cotas de empresas e fundos de investimentos. Confira os bens discriminados:
Bem declarado Valor do bem Part %
Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) R$217.538.262,19 51,2%
Quotas ou quinhões de capital R$120.223.573,67 28,3%
Fundo de Longo Prazo e Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) R$44.267.410,59 10,4%
APARTAMENTO R$16.478.874,02 3,9%
Fundos: Ações, Mútuos de Privatização, Invest. Empresas Emergentes, Invest.Participação e Invest. Índice Mercado R$11.063.444,34 2,6%
Casa R$6.456.171,49 1,5%
Embarcação R$4.127.245,00 1,0%
Jóia, quadro, objeto de arte, de coleção, antiguidade, etc. R$1.173.645,00 0,3%
TERRENO R$1.021.146,63 0,2%
Crédito decorrente de empréstimo R$780.000,00 0,2%
VEÍCULO AUTOMOTOR R$621.000,00 0,1%
SALA OU CONJUNTO R$504.800,00 0,1%
outros bens e direitos R$390.300,00 0,1%
Título de clube e assemelhado R$350.858,89 0,1%
Caderneta de poupança R$59.552,61 0,0%
Depósito bancário em conta corrente no País R$9.402,19 0,0%
Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica) R$1.298,84 0,0%
TOTALR$425.066.985,46 100,0%

JOÃO AMOEDO É O CANDIDATO QUE BANCA CAMPANHA E PARTIDO COM SEU PRÓPRIO DINHEIRO E NÃO ESCONDE SEU PATRIMÔNIO.

O atrevimento de João Amoêdo

É duro encarar esse enraizado preconceito que mescla ideologia política com culpa religiosa, como vimos pelas reações à declaração de bens feita pelo presidenciável do NOVO
João Amoêdo
Da ineficiente administração pública à voracidade das corporações, passando por um sistema político desenhado para dificultar mudanças e sem contar com a corrupção desenfreada, não faltam gargalos para explicar o porquê de o País ter patinado tanto nos últimos anos até conhecer a pior crise de sua história. Ainda assim, verdade seja dita, não deixamos de jogar luz sobre a arrogância de Dilma Rousseff, Nelson Barbosa e grande elenco. Também é inegável que o desequilíbrio em favor do funcionalismo público está na berlinda. Quanto à corrupção, a Lava Jato permanece viva. E a cláusula de barreira começa a ser questionada até por quem manja pouco do assunto.
Sim, sobram desafios, mas a expectativa de revertê-los é real. Principalmente se optarmos por governantes com capacidade administrativa comprovada em vez de novos postes ou aventuras sem cabimento. Duro mesmo, porém, será encarar esse enraizado preconceito que mescla ideologia política com culpa religiosa, como vimos pelas reações à declaração de bens feita pelo presidenciável João Amoêdo (NOVO).
O candidato declarou ontem, ao TSE, um patrimônio pouco acima de R$ 425 milhões. Desses, cerca de 120 milhões estão aplicados em participações de empresas, 44 em fundos de investimento e o restante, por volta de 217 milhões, em renda fixa. Pronto, desatou indignação em Sucupira.
Como Amôedo se atreve a ter tanto em um país tão desigual? Aliás, pior ainda do que ser rico, como o prócer do Partido Novo tem a pachorra de registrar esse fato? Isso, sem falar, é claro, que grande parte da quantia está aplicada de modo a florescer às custas do Estado.
 Pois bem, dentre tantas pensatas dignas de uma sociedade fadada à mediocridade, devo reconhecer, o incômodo pela sinceridade do referido postulante à Presidência me fez rir. Quer dizer, para os vigilantes da prosperidade alheia, certo seria indicar um valor pífio, incoerente com  sua vida pública e seus ganhos. Afinal, exemplos assim não faltam e jamais provocam barulho.
 Quanto ao queixume pelas modalidades preferidas de investimento — como no caso da renda fixa —, trata-se de um mero espantalho e que, portanto, não merece ser levado em conta. No fundo, insisto, o grande pecado de Amoêdo reside no ter. Pouco interessa se fez por onde.
Ao contrário de muitos dos meus amigos, estou longe de ser um fã inveterado do Partido Novo ou do próprio João Amoêdo. Reconheço o caráter a princípio bem intencionado, mas me incomoda bastante, apenas para citar um exemplo, esse discurso calcado em liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes.
 Dito isso, é uma pena que mesmo após tantas mazelas recentes, provocadas justamente por dilemas novelescos como esse, ainda não tenhamos aprendido a lição.
Desde que dentro da lei, a busca pela maior prosperidade possível jamais deveria ser vista como um problema, mas como um estímulo.

AMOEDO O CANDIDATO IDEAL PARA GOVERNAR O BRASIL

João Amoedo conquistou mais seguidores durante o debate do que Ciro e Alckmin - e ele nem estava lá

O perfil do candidato no Twitter conquistou 5 mil novos seguidores enquanto seus oponentes debatiam ao vivo
João Amoêdo

SÃO PAULO - O presidenciável João Amoêdo (Novo) ampliou mais sua base de seguidores nas redes sociais durante o debate da TV Bandeirantes do que a maior parte dos candidatos que estavam ao vivo na rede aberta de televisão e em transmissão via internet. 
O debate eleitoral é garantido por lei, mas não é para todos os candidatos. Segundo a legislação eleitoral, só candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares têm participação garantida, sendo que a inclusão de mais nomes fica sob a responsabilidade de cada emissora. Foi por causa dessa regra que Amoêdo ficou de fora do primeiro debate entre presidenciáveis, exibido pela Band na noite de quinta-feira (10).

Um abaixo assinado pedindo sua participação no evento coletou mais de 230 mil assinaturas, mas não reverteu a decisão. Apesar disso, o perfil de João Amoedo no Twitter conquistou 5 mil novos seguidores enquanto seus oponentes debatiam ao vivo, conforme informações de sua assessoria de imprensa. 

Entre os debatedores, Bolsonaro foi o candidato que mais conquistou novos fãs e seguidores nos seus perfis oficiais nas redes sociais, com 10.520, o equivalente à soma total dos ganhos no Twitter e no Facebook de Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Guilherme Boulos (Psol), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB), segundo dados do Sistema Bites.
Amoêdo acompanhou a transmissão e opinou em suas redes sociais sobre alguns dos temas propostos no debate, o que ajudou em seu desempenho. Com isso, ele conquistou mais seguidores do que Cabo Daciolo (2.896), até então desconhecido da maior parte dos eleitores, Guilherme Boulos (3.763), Ciro Gomes (3.648), Alckmin (529), Marina (530), Alvaro Dias (1.198) e Henrique Meirelles (337). 

BOLSONARO SE CALA PRA MARINA, A PAZ VENCEU A TRUCULÊNCIA.

Bolsonaro mais atacado, ponto alto de Marina e PT lembrado: a opinião dos analistas sobre o debate da RedeTV!

O tom foi menos morno em relação ao primeiro debate, trazendo mais definições sobre as estratégias dos candidatos

SÃO PAULO - Um debate com um tom ainda morno, mas com alguns embates mais diretos e definições mais claras em relação ao primeiro encontro, realizado na semana passada. Esse é o saldo do segundo debate entre os candidatos à presidência de 2018, feito pela RedeTV! na noite da última sexta-feira (17). 
O encontro rendeu mais ataques ao PT (que não esteve no encontro), que esteve praticamente de fora dos temas do primeiro debate, enquanto Geraldo Alckmin tentou se aproximar do eleitor e ter uma linguagem mais popular, Jair Bolsonaro voltou a ter dificuldades em interagir com outros candidatos e responder perguntas mais propositivas.
Foi justamente com o candidato do PSL que Marina Silva teve o seu ponto alto, ao questioná-lo sobre sua fala em relação a diferenças salariais entre homens e mulheres. Contudo, os analistas divergem sobre se o saldo do debate foi positivo para a candidata da Rede. 

Nesse segundo debate, nota-se uma clara estratégia de Ciro Gomes e Geraldo Alckmin de tentarem manter distância do nonsense e pouca utilidade do primeiro encontro televisivo entre os candidatos. Foram bem sucedidos em parte: discutiram temas sérios de forma educada e serena, o que é positivo para ambos. Mas em um minuto de resposta é quase inútil debater modelos de política econômica divergentes.
O tucano precisa desenvolver resposta mais firme para se desvencilhar do governo Michel Temer e do próprio presidente impopular. Ciro aproveita a ausência de um candidato do PT, mas certamente perderá espaço quando Fernando Haddad assumir o púlpito do partido.
Ao contrário do primeiro debate, Lula e o PT foram mais lembrados - e atacados. Haddad terá trabalho pela frente. Quem melhorou foi Marina Silva, em rara demonstração de firmeza ao confrontar Jair Bolsonaro nas diferenças de remuneração e reconhecimento profissional entre homens e mulheres.
Por sua vez, o líder das pesquisas sem Lula continua desconfortável ao ter de mostrar algo mais que um discurso radical, como na pergunta feita pelo jornalista Reinaldo Azevedo. Não é ruim a ponto de perder votos para o pastiche Cabo Daciolo, mas talvez leve parte de seu eleitorado a ter dificuldades para defender o "mito" em seus círculos sociais e converter likes em votos reais, o que é importante para a estratégia de quem não tem tempo de TV.

O segundo debate dos candidatos à presidência seguiu o mesmo tom do primeiro, mas com alguns embates mais diretos e uma definição mais clara de quais os temas que os candidatos querem relacionar às suas campanhas.
Ciro Gomes e Geraldo Alckmin tiveram um bom resultado, conseguiram apresentar propostas e e responder na medida do possível de forma satisfatória. Marina Silva teve seu ponto alto no debate no confronto com Jair Bolsonaro, conseguiu se contrapor ao candidato, mas ainda há espaço de melhora em suas respostas propositivas. Jair Bolsonaro teve dificuldade em responder às perguntas econômicas e foi mais atacado do que no primeiro debate.
Henrique Meirelles foi atacado e faz o possível para evitar vincular sua imagem à do presidente Michel Temer. Álvaro Dias novamente focou na Lava Jato e combate à corrupção mas não consegue se destacar. Guilherme Boulos fez ataques diretos a Meirelles e cumpriu seu papel, usando frases de efeito para chamar atenção. Cabo Daciolo foca sua campanha em Deus e não teve a mesma repercussão obtida no primeiro debate.
A tendência é que, com o avanço da campanha, os embates passem a se tornar mais frequentes e diretos. Outro ponto que trará diferença nos debates futuros será a participação do candidato do PT, quando o partido decidir finalmente substituir Lula na chapa. Nessa ocasião deverá ocorrer uma mudanças na dinâmica do debate e nas estratégias dos candidatos.
XP Política
O debate foi menos cansativo que o anterior. Parte disso se explica por ter sido mais curto que o da Bandeirantes e ter contado com um cenário que deixava os candidatos desconfortavelmente próximos quando perguntavam uns aos outros. Esse formato diferente conferiu outra dinâmica às interações entre candiadtos e revelou fraquezas entre os menos acostumados a se apresentar na TV.
Geraldo Alckmin teve um desempenho melhor do que na semana anterior, usou linguagem mais popular e ficou claro que conseguiu se comunicar melhor com o telespectador. Por outro lado, a associação com Michel Temer é um risco para ele. 
Bolsonaro passou por mais um debate sem uma situação desastrosa para sua campanha, é verdade, mas teve novo desempenho negativo e ainda pior que o do encontro anterior. O candidato reforçou a dificuldade de se sair bem nesse formato de interação com outros concorrentes.
Guilherme Boulos parece ter sido o que melhor se apropriou do vácuo de ausência do PT. Ainda que a audiência do debate seja restrita, o bom desempenho do candidato do PSOL deve reforçar no PT a divisão sobre o momento de abrir o jogo e lançar Fernando Haddad na campanha, aproveitando crescimento nas pesquisas, para evitar que a esquerda passe a ser preenchida por quem já está em campo.
Marina Silva, que tinha aproveitado muito a falta do PT na semana passada, até protagonizou bom momento no embate com Bolsonaro, ainda que o tema controverso não lhe tenha garantido necessariamente bons frutos. No saldo geral, ficou aquém do encontro anterior.
Já o desempenho dos concorrentes de Alckmin na centro direita favorece o tucano. Mais uma vez, Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) não se sobressaíram. Ciro Gomes, por sua vez, insistiu na tese de limpar o nome dos brasileiros no SPC. Criou uma marca, mas parte do eleitorado custa a crer na promessa que parece vazia. Ele precisará de mais que isso para se fixar no eleitorado de Lula.
Parece ter desaparecido o efeito surpresa que gerou uma espécie de simpatia à candidatura de Cabo Daciolo (Patri). Ele passou da condição de novidade que gera curiosidade à de fora do tom. 

O debate da REDE TV não teve ganhador nem perdedor. Os principais candidatos evitam o confronto direto. O ponto de maior destaque foi o enfrentamento entre Jair Bolsonaro e Marina Silva no debate relativo a igualdade salarial entre homens e mulheres. Marina ganhou espaço com a polêmica, visto que tinha uma atuação apagada até então. O enfrentamento não foi positivo para Bolsonaro, pois contraria um anseio do eleitorado feminino, que é a maioria.
Bolsonaro foi o alvo preferencial de Henrique Meirelles, que conseguiu aparecer mais que no debate anterior. Geraldo Alckmin e Ciro Gomes utilizaram o debate para demarcar suas diferentes posições, principalmente em relação a economia.
Chamou atenção mais uma vez o fato de Alckmin evitar o confronto com Bolsonaro. Ao que tudo indica, o candidato do PSDB postergará esse fato para o horário eleitoral, quando Bolsonaro praticamente não terá tempo para se defender.
No debate da RedeTV!, Alckmin foi menos atacado que na TV Bandeirantes, porém Ciro e Guilherme Bolos fizeram movimentos para tentar rotular o tucano como o candidato do governo Temer. Não por acaso, Alckmin respondeu a isso em suas considerações finais, lembrando que o PT escolheu Temer como vice de Dilma em 2014.

LULA IMPULSIONANDO HADDAD, PLANO B É COLOCADO EM PRÁTICA.

Haddad chega a 15%, com apoio de Lula, e divide liderança com Bolsonaro no limite da margem de erro, mostra XP/Ipespe

"Plano B" do PT oscila positivamente em todos os cenários que seu nome é considerado e fica a 6 pontos de Bolsonaro quando apoiado pelo ex-presidente -- diferença dentro do limite da margem de erro

SÃO PAULO - Na semana em que os partidos e coligações registraram seus candidatos para as eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança no cenário em que seu nome é considerado. É o que mostra pesquisa XP/Ipespe realizada entre 13 e 15 de agosto. Segundo o levantamento, o petista tem 31% das intenções de voto, mantendo seu maior patamar da série histórica, iniciada em 15 maio. Logo atrás aparece o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 20%, seguido por um empate técnico entre Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, Marina Silva (Rede), com 8%, Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Álvaro Dias (Podemos), com 5%. Brancos, nulos e indecisos somam 16%. Preso há 4 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula é potencialmente inelegível pela Lei da Ficha Limpa e tem baixas chances de participar da disputa.
 William Waack e Rossano Oltramari mostram quem deve vencer a eleição e como ganhar com isso
A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-02075/2018, também testou o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, vice na chapa encabeçada por Lula, como candidato do PT. Com a possibilidade de o ex-presidente ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, Haddad é tido como "plano B" do partido para substituí-lo na disputa até 17 de setembro. Neste cenário, o ex-prefeito aparece com 7% das intenções de voto -- crescimento de 4 pontos percentuais em relação à semana anterior. A margem de erro máxima da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A simulação coloca o deputado Jair Bolsonaro como líder, com 23%, mesmo patamar da semana anterior. Brancos, nulos e indecisos somam 31%, ao passo que Marina, Alckmin, Ciro e Álvaro Dias aparecem novamente em empate técnico, desta vez juntamente com Haddad.
Haddad registrou oscilação positiva em todas as simulações que consideram eventual substituição da candidatura de Lula por seu nome, inclusive de segundo turno. Ainda são necessárias novas pesquisas para se verificar se já existe uma sinalização de tendência de transferência de votos entre os candidatos petistas. Para uma melhor observação deste efeito, a pesquisa testou a corrida presidencial com um eventual apoio de Lula a Haddad explicitado na pergunta feita aos entrevistados. Neste caso, o ex-prefeito tem 15% das intenções de voto, uma oscilação de 2 pontos percentuais em comparação com a última pesquisa. Com isso, Haddad entraria em empate técnico com Bolsonaro, que conta com apoio de 21%. A diferença de 6 pontos está dentro do limite da margem de erro, que também coloca o petista em condição de empate técnico com os candidados Geraldo Alckmin e Marina Silva, ambos com 9%. O grupo dos "não voto" soma 28%.
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Confira os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa:
Pesquisa espontânea: sem apresentação de nome dos candidatos
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Cenário 1: com Lula candidato
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Cenário 2: com Fernando Haddad candidato pelo PT
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Cenário 3: com Fernando Haddad, "apoiado por Lula"
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Confira a série histórica das pesquisas XP/Ipespe.

Segundo turno

Foram testadas sete situações de segundo turno. Em eventual disputa entre Alckmin e Haddad, o tucano venceria por 35% a 25%, com 41% de brancos, nulos e indecisos. A diferença chegou a ser de 16 pontos percentuais a favor do candidato do PSDB em três semanas.
Em uma simulação de disputa entre Lula e Bolsonaro, o petista aparece à frente, com 43% das intenções de voto contra 34% do parlamentar, acima do limite máximo de margem de erro de ambos, e com 24% de brancos, nulos e indecisos. Três semanas atrás, a vantagem era de 6 pontos, o que configurava empate técnico. No início da série histórica, o deputado aparecia 2 pontos à frente, também em situação de empate técnico, já que, pela margem de erro (3,2 p.p.), o petista poderia até superá-lo.
-  William Waack e Rossano Oltramari mostram quem deve vencer a eleição e como ganhar com isso
Caso Bolsonaro e Alckmin se enfrentassem, a situação seria de empate técnico, com o deputado numericamente à frente, com 34% contra 32% do tucano. Brancos, nulos e indecisos somam 29%. A diferença entre os candidatos chegou a ser de 7 pontos percentuais a favor do parlamentar na quarta semana de maio, acima do limite da margem de erro de ambos. Em nenhum momento até aqui o tucano esteve à frente.
Em eventual disputa entre Marina Silva e Bolsonaro, o cenário também é de empate técnico, com a ex-senadora numericamente à frente por 36% a 34%. Brancos, nulos e indecisos somam 29%. O deputado esteve numericamente à frente nos dois primeiros levantamentos da série, realizados na terceira e quarta semanas de maio, quando a diferença chegou a ser de 6 pontos percentuais a seu favor, também dentro do limite da soma das margens de erro de ambos os candidatos. Os dois estão tecnicamente empatados nesta simulação desde a primeira pesquisa realizada, em maio.
Empate técnico também é observado na simulação de disputa entre Alckmin e Ciro, com o tucano numericamente à frente por 32% a 27%. A diferença, dentro do limite das margens de erro, é a mesma da semana anterior. Brancos, nulos e indecisos agora somam 42%. Na última semana de junho, os dois apareciam com 32% das intenções de voto. Já na primeira semana daquele mês, o pedetista esteve numericamente à frente por diferença de 3 pontos, único momento em que liderou, embora dentro da margem de erro.
Se Bolsonaro e Ciro se enfrentassem em uma disputa de segundo turno, o cenário também seria de empate técnico, como nas últimas dez semanas, com o parlamentar numericamente à frente, com 33% das intenções de voto contra 30% do pedetista. Brancos, nulos e indecisos somam 36%. Nos dois primeiros levantamentos, o deputado vencia a disputa com diferença superior à soma das margens de erro dos candidatos.
-  William Waack e Rossano Oltramari mostram quem deve vencer a eleição e como ganhar com isso
A pesquisa também simulou disputa de segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Ao contrário das últimas quatro semanas, o cenário agora é de empate técnico, com o parlamentar numericamente à frente por 37% a 32%. O grupo dos "não voto" soma 31%.

Rejeição aos candidatos

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre os candidatos em que eles não votariam sob nenhuma hipótese. O líder em rejeição continua sendo Lula, com taxa de 60%, mesmo percentual de Marina Silva. Foi a máxima já registrada pela ex-senadora. Neste quesito, outros quatro nomes aparecem tecnicamente empatados com a dupla: Ciro Gomes (59%), Geraldo Alckmin (59%), Jair Bolsonaro (58%) e Fernando Haddad (54%). A trajetória dos principais nomes nas últimas sete pesquisas está na tabela abaixo:
CANDIDATO DE 02 A 04/07 DE 09 A 11/07 DE 16 A 18/07 DE 23 A 25/07 DE 30/07 A 01/08 DE 06 A 08/08 DE 13 A 15/08
Lula 62% 61% 60% 60% 61% 60% 60%
Jair Bolsonaro 52% 54% 53% 55% 57% 57% 58%
Marina Silva 58% 58% 57% 59% 59% 59% 60%
Ciro Gomes 59% 60% 59% 58% 61% 60% 59%
Geraldo Alckmin 59% 59% 58% 58% 60% 57% 59%
Álvaro Dias 48% 47% 47% 48% 47% 46% 48%
Fernando Haddad 57% 57% 56% 59% 58% 56% 54%
Fonte: XP/Ipespe

Metodologia

A pesquisa XP/Ipespe foi feita por telefone, entre os dias 13 e 15 de agosto, e ouviu 1.000 entrevistados em todas as regiões do país. Os questionários foram aplicados "ao vivo" por entrevistadores (com aleatoriedade na leitura dos nomes dos candidatos nas perguntas estimuladas) e submetidos a fiscalização posterior em 20% dos casos para verificação das respostas. A amostra representa a totalidade dos eleitores brasileiros com acesso à rede telefônica fixa (na residência ou trabalho) e a telefone celular, sob critérios de estratificação por sexo, idade, nível de escolaridade, renda familiar etc.
O intervalo de confiança é de 95,45%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem de erro máxima, estabelecida em 3,2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelo código BR-02075/2018 e teve custo de R$ 30.000,00.
O Ipespe realiza pesquisas telefônicas desde 1993 e foi o primeiro instituto no Brasil a realizar tracking telefônico em campanhas eleitorais, a partir de 1998. O instituto tem como presidente do conselho científico o sociólogo Antonio Lavareda e na diretoria executiva, Marcela Montenegro.
Em entrevista concedida ao InfoMoney em 12 de junho, Lavareda explicou as diferenças de metodologias adotadas pelos institutos de pesquisa e defendeu a validade de levantamentos feitos tanto presencialmente quanto por telefone, desde que em ambos os casos procedimentos metodológicos sejam seguidos rigorosamente, com amostras bem construídas e ponderações bem feitas.

sábado, 18 de agosto de 2018

EITA MUNDO DOIDO, PRESIDENTE DO PARTIDO DA VICE DE ALCKMIN PEDE VOTO PARA LULA.

Presidente do partido de Ana Amélia, vice de Alckmin, pede voto para Lula


No primeiro ato de rua da campanha do candidato a vice-presidente da chapa do PT, Fernando Haddad, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, partido que integra a coligação do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, pediu voto para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao lado de Haddad em um palco em Teresina, na capital do Piauí, Ciro Nogueira disse que o fato de a campanha petista começar pelo Piauí mostra o “diferencial” de Lula, o “carinho” que tem pelos mais pobres e pelo desenvolvimento do Nordeste.

Ele também agradeceu a Haddad, a quem chamou de “vice-presidente” e “ministro” –numa referência ao fato de ele ter ocupado a pasta da Educação nas gestões de Lula e de Dilma Rousseff.
“Nós não podemos perder essa chance, minha gente, e é por isso que estamos aqui ao lado de Fernando Haddad, ao lado de Wellington (Dias, governador do Estado, candidato à reeleição e filiado ao PT) candidato, de Regina Sousa (senadora e candidata a vice-governadora), porque nós sabemos que temos de devolver a esperança ao povo do Piauí”, disse Ciro.
O presidente do PP, que é candidato à reeleição ao Senado, disse estar ao lado de Wellington Dias para que ele devolva a esperança ao povo e destacou que, se depender da população local, o país terá sim Lula “presidente de novo”.

Ciro Nogueira firmou uma aliança no Estado para tentar se reeleger ao Senado, apoiando a chapa petista encabeçada por Wellington Dias e para a segunda vaga ao Senado o deputado federal pelo MDB Marcelo Castro, que foi ministro da Saúde de Dilma.
No plano nacional, contudo, o PP fechou apoio a Alckmin e ainda indicou a candidata a vice do tucano, a senadora Ana Amélia (RS).
“Vamos em frente, é Lula, Haddad, Wellington, Regina, Ciro (Nogueira) e Marcelo, para o bem do Piauí, vamos em frente!”, afirmou o presidente do PP. (…)

PRESIDENCIÁVEIS CADA UM ESCOLHE O SEU, TEM GOSTO PRA TODOS.

Quem são os 13 candidatos à Presidência da República em 2018

Ao final do período de registros no TSE, nesta quarta-feira, disputa pelo Palácio do Planalto tem maior número de candidatos desde 1989


Terminado o prazo para o registro de candidaturas à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 19h desta quarta-feira, 15, a corrida pelo Palácio do Planalto de 2018 tem, oficialmente, 13 candidatos. É o maior número em eleições presidenciais no Brasil desde 1989, a primeira da redemocratização, quando foram 22 os presidenciáveis.

BOLSONARO É PEGO COLANDO DURANTE O DEBATE. FICOU IRRITADO.

Bolsonaro se irrita ao ser perguntado sobre ‘cola’ e abandona entrevista

Ele mandou repórter 'plantar cebolas, plantar batatas' após pergunta sobre ter lido a própria mão antes de questionamento a Marina Silva

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, concedia uma entrevista coletiva a jornalistas no estúdio da RedeTV! em Osasco (SP), após o segundo debate entre os presidenciáveis quando foi perguntado sobre a “cola” que leu na própria mão antes de fazer uma pergunta a Marina Silva (Rede). Ele se irritou e mandou o repórter “plantar batatas”.
“Você sabe o que está escrito aqui? Quer saber? Quer saber a cor mais o quê? A cor da minha cueca? Vai plantar cebola, vai plantar batata”, disparou, interrompendo as respostas e se encaminhando para deixar o estúdio. Imediatamente, apoiadores do candidato começaram a gritar e a tentar impedir a imprensa de prosseguir com os questionamentos.