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quinta-feira, 25 de maio de 2017

POR QUE A ELITE QUER LULA PRESO?

Reviraram Lula do avesso, "esfregaram-no no tanque de lavar roupas", "jogaram-no na máquina", "espremeram-no", "centrifugaram-no", mas nenhuma sujeira foi encontrada em seu currículo e sua honra.
Mas o ódio e aversão a Lula é grande e querem incriminá-lo a todo custo, ao seu talante, ainda que sem provas consistentes!

Para seus adversários políticos, exterminar a carreira política de Lula e macular o seu nome e imagem é questão de "honra". Honra essa ausente em quase todos eles. Parece haver algo maior que os move nessa sanha obcecada e psicopática, parece uma pressão, Lula seria uma espécie de guilhotina ameaçando seus pescoços, caso não seja exterminado.

O que está por detrás dessa psicopatia? Quem é o poderoso chefão, mandante e grande interessado nessa ação criminosa e desenfreada contra Lula?

O que, de fato, se esconde por trás disso?! Por que é tão importante achincalhar e destruir Lula, o homem mais cobiçado na política brasileira, admirado por todos, por aqueles que externam essa admiração com respeito e por aqueles que o persegue, também, por admiração?!

A diferença é que quem o persegue, o faz porque apesar de admirá-lo por sua capacidade de governar bem, não consegue digerir que esse mérito pertença a um nordestino de origem pobre, e pior, de forma renovadora e contrária às tradições, luta para que pobres galguem lugares de destaque, prestígio e reconhecimento.
 
Defender Lula das garras desses "predadores" sem moral e sem ética, e fazer valer os seus direitos é defender a democracia, é defender o Brasil e os interesses do povo brasileiro.

Está provado que o Brasil está e sempre esteve mergulhado na corrupção, a cada dia isso fica cada vez mais evidente, haja vista o atual "desgoverno".

Há alguns dias, Temer deu elemento ao STF para anular o golpe corrupto contra a presidente Dilma. Em uma declaração para seletos empresários americanos, Temer afirmou categoricamente, com todas as letras, que o "impeachment" só aconteceu porque Dilma Rousseff não se rendeu ao raquítico programa "Ponte para o Futuro", ou seja, foi tudo arquitetado, uma verdadeira maracutaia.

Como maracutaia tem prazo de validade, Temer prossegue descortinando o conluio que produziu o golpe e mais uma vez faz uma declaração bombástica, dessa vez revela mais um dos motivos que ocasionou o golpe, dando assim, mais um elemento robusto para que o STF anule esse catastrófico golpe contra o país.

Segundo Temer, "Se o PT tivesse votado em Eduardo Cunha naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse na Presidência da República."
Essa confissão de Temer, em um país sério, onde as leis funcionassem de forma contundente e corajosa já seria o suficiente para que um processo fosse aberto e jogasse por terra todo esse golpe que vem destruindo o país sem dó e sem piedade.

Com tantos corruptos sendo delatados, com tantos elementos de acusações contra políticos dos mais variados partidos, acusações seríssimas, inclusive contra Michel Temer, todos os interesses estão voltados para destruir Lula - perseguição política e estado de exceção explícito!
Não há evidências de um interesse sincero no combate à corrupção, pois se assim fosse, todo esse empenho e esforço em destruir Lula, todo investimento com dinheiro público nessa já escancarada perseguição, estariam sendo usados para investigar a corrupção denunciada por delatores na própria operação Lava Jato.
Desesperados e frustrados em suas investidas contra Lula, tentam criminalizá-lo sem provas, tentam assassinar a sua imagem através da mídia golpista, porca e inimiga do Brasil que constrói uma narrativa prostituta e perversa nesse intento.
Não há crimes cometidos por Lula, pois não há provas, o que existe é uma sanha punitivista contra Lula e contra a democracia e isso é inconcebível, cabendo uma ação real e legítima do povo, nas ruas, dizendo NÃO ao estado de exceção, queremos justiça e não perseguição!

 

REDE GLOBO E DELATORES VOLTAM ATRAS E DIZEM QUE LULA É INOCENTE

Delator corrige cobertura da imprensa sobre as reuniões de Lula na Petrobras.

 O ex-diretor da Lava Jato Paulo Roberto Costa corrigiu "espontaneamente" as informações divulgadas pela grande mídia, em parceria com a Lava Jato, sobre as reuniões de Lula na Petrobras durante seus dois mandatos. A agenda do ex-presidente na estatal foi usada pela força-tarefa para insinuar que Lula mentiu diante de Sergio Moro, quando afirmou que não teve encontros específicos com ex-diretores, com poucas exceções.

Segundo a defesa de Lula, Paulo Roberto Costa esclareceu que "jamais teve qualquer proximidade com Lula" e afirmou "não ter tido nenhum encontro reservado com Lula, até porque, reconheceu, não tinha 'intimidade' com o ex-presidente. Todos os encontros, reforçou, diziam respeito a atividades institucionais da companhia, eventos e cerimônias no Brasil e no exterior nos quais era natural a participação do Presidente da República."
Na visão do advogado Cristiano Zanin, os documentos usados pelos procuradores "não contradizem, portanto, o depoimento de Lula, ocorrido em 10/5 quando afirmou que 'não tem reunião específica com diretor da Petrobras', além das duas situações que mencionou."

Zanin ainda apontou que Pedro Barusco usou contra Lula uma planilha que foi criada durante as negociações por uma delação premiada. Ele "reconheceu que não se recorda de todos os atos descritos na planilha e não pode garantir que todos tenham ocorrido, identificando a fragilidade da narrativa do MPF."

O delator ainda evidenciou que não pode dizer se havia corrupção em todos os contratos da Petrobras, e apontou que sabe de crimes que ocorreram antes de Lula chegar ao poder, mas a Lava Jato delimitou sua delação somente a partir de 2003.

No caso triplex, Lula é acusado de receber propina da OAS por conta de 3 contratos da empreiteira com a Petrobras. O MPF usou a teoria de que os ex-diretores recebiam cerca de 3% dos valores das obras como propina. E afirmou que uma parte disso iria para o caixa geral da OAS com o PT, de onde sairiam recursos para agradar Lula. 

Na visão da força-tarefa, Lula é culpado por ter sido presidente quando a Petrobras foi corrompida. A responsabilidade do petista está no fato de ele ter dado a palavra final sobre quem era indicado para a estatal. Por isso, a tentativa de dizer que as muitas reuniões de Lula na empresa de petróleo eram suspeitas.

 

QUEM TEM C. TEM MEDO

 EM FIM O INFERNO ASTRAL DE LULA CHEGA AO FIM, INICIOU-SE AGORA O INFERNO DE TEMER.

Temer revoga decreto que colocou Exército nas ruas de Brasília

Revogação foi publicada no Diário Oficial da União.

O presidente Temer decidiu revogar nesta quinta-feira (25) o decreto que determinou a ação do Exército nas ruas de Brasília para conter a violência que aconteceu durante a marcha de ontem (24). O decreto valeria até o dia 31 de maio, mas com a situação sob controle e após críticas da oposição no Congresso e alguns juristas, o governo decidiu suspender a medida. 
A revogação do decreto, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, foi discutida pelo presidente Michel Temer em uma reunião com seus interlocutores mais próximos: os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), Raul Jungman (Defesa) e General Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional da Presidência). 
A decisão de usar as Forças Armadas foi anunciada por Jungmann na tarde desta quarta-feira, as Forças Armadas recebiam poder de polícia até o próximo dia 31. A decisão de decretar a chamada GLO (Garantia de Lei e Ordem) só pode ser feita por ordem expressa do presidente em caso onde há esgotamento dos órgãos de segurança pública.
Apesar das críticas, em entrevista nesta quinta, o ministro da Defesa Raul Jungmann considerou o decreto 'um grande acerto do governo'. E já havia adiantado que a decisão poderia ser revogada. 
— Se o comandante da área, general Ferreira Gomes, informar que estamos em tranquilidade, que não existe nenhum foco de resistência, que não existe possibilidade de retornar ao clima anterior, obviamente daremos a sugestão ao presidente que seja revogada. 
Protestos
O ato em Brasília, que pedia a renúncia do presidente, terminou com pessoas feridas, prédios depredados, pontos de ônibus destruídos, fogo ateado em banheiros químicos e manifestantes presos. Até a noite desta quarta-feira, a Secretaria de Segurança do Distrito Federal não havia informado o efetivo usado pela polícia. Números oficiais indicavam 49 feridos, entre eles, um por arma de fogo, confirmado pela secretaria.

domingo, 21 de maio de 2017

FRIBOI E OS ALUNOS NOTA 10. OS CAIPIRAS QUE DERAM AULA DE PILANTRAGEM AOS POLÍTICOS

Donos da JBS tiveram aula de delação com a polícia


O procurador da República no Distrito Federal, Anselmo Lopes, e a delegada Rubia Pinheiro, que lideram a Operação Greenfield, da Polícia Federal, deram uma "aula de delação" aos empresários Joesley e Wesley Batista, que são os donos do Grupo JBS. 

No dia 19 de fevereiro, um domingo, às 12h, Lopes recebeu uma ligação inesperada. Do outro lado da linha, Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da JBS, comunicou uma decisão que abalaria o país: Joesley e Wesley iriam confessar seus crimes e colaborar com a Justiça.
A conversa durou só 19 minutos e eles agendaram um encontro para o dia seguinte. Na segunda-feira, Lopes e a delegada Rubia explicaram em detalhes ao advogado, profissional da estrita confiança dos Batista, como funcionaria a colaboração premiada.

APOSENTADORIA ANTES QUE SEJA TARDE

Atraso na reforma amplia a chance do benefício integral



É inegável que a reforma da Previdência subiu no telhado após o presidente Michel Temer (PMDB) passar a ser investigado por atrapalhar a Lava Jato, corrupção e organização criminosa. Apesar de a tentativa de mudar as aposentadorias não ter sido enterrada, o atraso no andamento do projeto é bem-vindo para trabalhadores que estão perto de conseguir vantagens que só serão possíveis pelas regras atuais, como o benefício integral com o cálculo 85/95.
Aprovado no Congresso em 2015, ainda na gestão Dilma Rousseff (PT), o sistema 85/ 95 impede que a aposentadoria seja reduzida pelo fator previdenciário quando a soma da idade ao tempo de contribuição do segurado resulta em 85, para as mulheres, ou 95, para os homens.
O trabalhador que atingir essa soma antes da aprovação da reforma, mesmo que não peça o benefício, manterá o direito de receber uma aposentadoria com renda mensal equivalente à média dos 80% maiores salários recebidos desde julho de 1994.

RATOS AMEAÇAM ABANDONAR O NAVIO DE TEMER

Sob ameaça de PSDB desembarcar do governo, FHC liga para Temer

Na quinta-feira, ex-presidente havia publicado mensagem em que recomenda renúncia de envolvidos nas delações da JBS caso "as alegações de defesa não forem convincentes".

 

Dois dias depois de recomendar a renúncia se as "alegações de defesa não forem convincentes", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) telefonou no sábado (20) para o presidente Michel Temer (PMDB). Segundo a Folha de S.Paulo, FHC lembrou de crises que enfrentou durantes seus mandatos e falou sobre o papel de um presidente de resistir a momentos de instabilidade.
O telefonema ocorreu no momento em que o PSDB discute a possibilidade de desembarcar do governo. Neste domingo (21), o partido aliado decidiu cancelar uma reunião em que discutiria a manutenção do apoio.

A cúpula do PSDB sigla deve retomar as conversas sobre o assunto na segunda-feira (22), em conjunto com representantes do DEM e do PPS, mas não deve haver uma decisão formal sobre a posição do partido.
Em mensagem publicada na quinta-feira nas redes sociais, sem citar nomes, FHC disse que os atingidos pelas delações da JBS "têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões", mas que "se as alegações de defesa não forem convincentes, e não basta argumentar são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia".
Na publicação, citou "indignação e decepção" como sentimentos correntes. "A solução para a grave crise atual deve dar-se no absoluto respeito à Constituição", disse.

OAB PEDE IMPEACHMENT DE TEMER

OAB decide entrar com pedido de impeachment de Michel Temer.

 O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu na madrugada deste domingo (21) apoiar o impeachment do presidente Michel Temer e formular pedido a ser protocolado na Câmara dos Deputados.

Formado por bancadas com representantes dos 26 Estados do país e o Distrito Federal, o Conselho decidiu fazer uma reunião extraordinária, na sede da instituição, em Brasília, diante dos fatos da última semana. Antes das deliberações deste sábado (20), a maior parte das bancadas já havia se posicionado pela cassação do presidente.
Em geral as bancadas expressam a opinião das seccionais da OAB nos estados. Ao todo, 25 bancadas decidiram pelo impedimento do presidente. O Amapá votou contra. Acre não compareceu. A sessão que decidiu pelo impedimento durou cerca de oito horas. O pedido deve ser protocolado na próxima semana.
O presidente Michel Temer já possui ao menos oito pedidos de impeachment protocolados na Câmara. A OAB montou uma comissão com quatro conselheiros para analisar os documentos divulgados na última quinta-feira pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sobre a delação dos irmãos Batista, donos da JBS.
A delação serviu de base para abertura de inquérito contra o presidente no STF. No início da tarde, o presidente Temer discursou à nação e buscou descreditar o delator. Alguns advogados já ocupavam o plenário e assistiram a fala de um computador.
O relator da comissão, Flavio Pansieri (PR), leu o relatório em que se considerou que houve crime de responsabilidade cometido pelo presidente no trecho da conversa com o empresário Joesley Batista, em que o delator diz ter sob seu controle dois juízes e um procurador da Lava Jato. Ele também cita receber informações vazadas da força tarefa, além de pedir favores do governo na área econômica.
Nesse último caso, o presidente diz para o empresário procurar o deputado Roberto Loures (PMDB), mais tarde preso com malas de dinheiro pagas pela empresa. Os conselheiros entenderam que o presidente se omitiu de denunciar os crimes que ouviu naquela reunião. Temer teria, portanto, prevaricado. Diz o relatório que é crime de responsabilidade “omitir-se do dever legal de agir diante de um crime”.
“Omitir-se de prestar informações, pela influência do cargo, o que lhe é exigido pela conduta”, disse Pansieri. O relator também cita o fato de o encontro ter ocorrido sem registro, seguindo “protocolo inabitual”. Ele citou como agravante o fato de Joesley ser dono de empresa investigada em ao menos cinco operações da Polícia Federal. O relator questionou a “qualidade do interlocutor” e avaliou que o caso correspondeu a “temerária atitude da maior autoridade do país”.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

JBS IRMÃOS DELATORES DONOS DA FRIBOI ESTÃO NOS ESTADOS UNIDOS PARA SEREM ATORES PRINCIPAIS DO FILME UM GOLPE DE MESTRE ll.

Os irmãos Batista: "Esses caipiras deram um banho em Marcelo Odebrecht.”


No começo deste ano os irmãos Joesley e Wesley Batista foram à Procuradoria-Geral da República com uma proposta: queriam fazer uma delação premiada. A oferta era irrecusável. Os donos da JBS tinham na gaveta segredos inconfessos sobre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Os mais sombrios se referiam a uma frente ainda pouco conhecida e muito desejada pelos investigadores da operação Lava Jato e de seus desdobramentos: o BNDES, a maior caixa-forte de investimentos do governo, protegida sob um manto de legislação que impedia que policiais e órgãos de controle abrissem suas planilhas.
Os Batista queriam falar, mas antes de subirem os elevadores da Procuradoria-Geral da República eles arquitetaram um plano. Ao contrário dos empresários que se converteram em delatores após meses de cadeia, os irmãos acordaram com os procuradores que não seriam presos, sequer usariam tornozeleira eletrônica; suas empresas sofreriam o mínimo dano possível; Joesley Batista recebeu, inclusive, a garantia de poder continuar morando nos Estados Unidos, longe dos holofotes e de cenas constrangedoras em camburões e delegacias. “Foi um golpe de mestre”, disse-me um auditor do TCU. “Enquanto os outros empresários estão mofando na cadeia, eles conseguiram garantir sua liberdade e a segurança de seus negócios. Esses caipiras deram um banho em Marcelo Odebrecht.”
Os Batista ainda garantiram que a única penalidade que eles sofreriam seria o pagamento de uma multa de 225 milhões de reais. “Não não dá pra chamar de troco. Isso é uma meia gorjeta. É nada diante da quantidade de dinheiro que receberam do BNDES”, me disse o gestor de um grande fundo de investimento. “Eles montaram um império na base da corrupção e do dinheiro público e agora saem ilesos pagando apenas essa multa ridícula?”, questionou.
Ontem, o que se comentava no mercado financeiro era que a multa seria paga com dinheiro fruto do próprio plano pré-delação. Os Batista, conscientes do estrago que as divulgações das gravações de Temer e Aécio causariam no mercado – principalmente na cotação do dólar –, trataram de especular na Bolsa de Mercadorias e de Futuros, a BM&F.  Fizeram aplicações em moeda norte-americana, apostando na alta. Resultado: estima-se que, com essas operações, eles lucraram cerca de quatro vezes o valor da multa.
A esperteza da dupla também seduziu os americanos. Lá, eles se comprometeram a fazer um acordo de leniência entregando todo o esquema de corrupção com autoridades brasileiras. Em troca, eles poderão continuar operando suas empresas nos Estados Unidos.
Hoje, 80% da operação da JBS está fora do Brasil, o que é também motivo de crítica dos analistas. Eles questionam o fato do banco ter despejado tanto dinheiro em um grupo cujos negócios estavam sendo desenvolvidos no exterior, o que não geraria nem empregos nem renda no Brasil. Os Batista chegaram a tentar mudar a sede da empresa para a Irlanda, um paraíso fiscal, mas não receberam autorização do BNDES. Recentemente, tentavam transferir a sede do grupo para os Estados Unidos, onde se encontra a maior parte de suas fábricas.
Desde 2005, o BNDES vinha despejando vultosos recursos no caixa da empresa fundada pelo pai dos Batista em 1953. O pequeno açougue se tornaria a maior processadora de carnes do mundo, graças aos mimos do banco estatal. Foram 10,63 bilhões de reais investidos na companhia. Tamanha generosidade com a família Batista chamou a atenção do mercado. Empresários do setor e analistas batiam cabeça para tentar entender a razão para o BNDES ter despejado tanto dinheiro em uma única empresa, cujo impacto na economia seria baixo frente ao montante investido.
Os irmãos Batista já vinham sendo investigados antes da proposta de delação. Eles eram informados sobre as investigações por meio do procurador Ângelo Goulart Villela que atuava em uma das operações. Pagaram altas somas ao procurador para que ele os avisasse sobre o passo a passo das investigações que os cercavam. Villela, antes de ser afastado pela Procuradoria, acionou o alarme. Ele sabia que a corda estava por estourar.
Sentindo o cerco se apertar, os irmãos entenderam que a única saída seria propor ao Ministério Público um acordo. O medo dos Batista era terminar como os empresários Marcelo Odebrecht – controlador da empresa –, Léo Pinheiro, da OAS, e outros executivos de empreiteiras: na cadeia, forçados a confessar enquanto suas empresas derretem em praça pública, perdendo contratos e novos negócios. O foco de maior preocupação era o grupo J&F. Dono da JBS e de mais uma série de empresas nas áreas de papel e celulose, sabão e couro, o conglomerado poderia ser reduzido drasticamente, a exemplo de várias empresas envolvidas na Lava Jato.
O plano dos Batista, antes de o escândalo estourar, era fazer um IPO, uma oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, mas eles abortaram a operação diante da constrangedora situação em que se encontravam. Ao se apresentarem voluntariamente aos procuradores, os irmãos tinham muito mais informações a oferecer além da participação do BNDES. Durante anos, eles financiaram políticos de vários partidos. Nas eleições de 2014, a empresa doou 366,8 milhões de reais às principais campanhas.
A negociação com o MP foi muito bem alinhavada. Para salvar a própria pele, Joesley Batista gravou o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves em diálogos nada republicanos. Em um deles, com Temer, Joesley fala sobre Eduardo Cunha, o deputado cassado preso em Curitiba desde o anos passado. Ele diz: “dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo o que tinha de alguma pendência”. O diálogo dá margem para a interpretação de que o empresário estaria comprando o silêncio de Cunha, que guardaria segredos capazes de entregar toda a cúpula do PMDB. Em outro, com Aécio, negocia uma propina diretamente para o senador. Joesley também se comprometeu com a Polícia Federal a colocar os chips nas mochilas que foram usadas para a entrega das propinas.
Desde 2015, o Tribunal de Contas da União tentava, sem sucesso, fazer com que o BNDES liberasse os dados das operações firmadas com a JBS. O banco se recusava a fazê-lo, alegando sigilo bancário. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal, que mandou a instituição abrir a caixa-preta. Mas, foi somente no ano passado que o banco finalmente enviou para o TCU a base de dados com todas as operações contratadas com a JBS. Era uma planilha bomba.
Os auditores do TCU concluíram que muitas das operações firmadas com o frigorífico foram prejudiciais ao banco estatal. Pelas análises, as operações que maior dano provocaram foram as realizadas pelo BNDESPar, o braço de participação acionária da instituição. Em vez de simplesmente emprestar dinheiro para a empresa – que assumiria o risco do empréstimo –, o banco tornou-se sócio do negócio, em percentuais acima de 30%, mais do que era permitido pelas regras do próprio BNDES. O TCU estimou que as perdas do banco com a JBS podem ultrapassar 1,2 bilhão de reais. Em abril, o TCU julgou irregular uma das operações feitas pelo banco com o frigorífico (a compra da americana Swift Foods pela JBS, em 2007). Apesar de tudo, o ressarcimento pedido pelo Tribunal foi de meros 70 milhões de reais.
A decisão do TCU, no entanto, foi o estopim que deflagrou a operação Bullish, da Polícia Federal, que, na sexta-feira passada levou Wesley, um dos irmãos Batista, a depor coercitivamente na Polícia Federal. Joesley Batista e Luciano Coutinho também foram convocados, mas estavam no exterior. Trinta e sete funcionários do banco receberam mandados de condução coercitiva para prestar esclarecimentos. Coutinho enviou em 16 de maio deste ano uma carta à piauí afirmando que as operações foram absolutamente legais.
Além do TCU, os irmãos Batista também estavam sob a mira de outra operação, a Greenfield, que investiga prejuízos sofridos por fundos de pensão dos funcionários de empresas estatais, entre eles a Funcef, da Caixa Econômica Federal, e a Petros, da Petrobras, em negócios com grandes empresas, JBS incluída. Em setembro do ano passado, os dois irmãos chegaram a ter os bens congelados por ordem judicial e foram proibidos de continuar à frente dos negócios. Só conseguiram desbloquear o patrimônio após depositarem 1,5 bilhão de reais em um seguro-garantia. Eles também eram alvo da operação Carne Fraca, que investigava a compra de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que fizessem vista grossa a negócios irregulares tocados por frigoríficos.
Perguntei a um integrante do TCU o que ele achou do desfecho da delação dos Batista. “Espero que as vantagens que receberam em troca realmente tragam algum benefício para o país”, ele me confidenciou. “Um acordo desses tão vantajoso para os criminosos só vai valer a pena se for para renovar definitivamente o cenário.”

FRED PEDE GARANTIAS DE VIDA AO STJD DEPOIS DO VAZAMENTO DAS CONVERSAS DO AÉCIO NEVES

Após vazamento de áudio de Aécio, Fred pede proteção ao STJD.

 

O atacante Fred, atualmente defendendo as cores do Atlético Mineiro, encaminhou ofício ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva no qual pede proteção policial “motivado pelas estarrecedoras declarações do senador Aécio neves”.
Na oportunidade, Fred voltou a afirmar que não tem qualquer ligação com o tucano, e que nunca participou de qualquer negociação de propina.
Sei que o Aécio tem consciência, como diz na Bíblia, que o homem vem do pó e ao pó voltará, mas querer me colocar no meio de uma parada dessas pra me colocar pra comer capim pela raiz é sacanagem”, declarou o jogador.
Em uma conversa interceptada, Aécio, negociando recebimento de propina com um dos donos do grupo JBS, diz o seguinte:
“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”.
Fred ficou deveras assustado, e seu pedido de proteção deverá ser julgado nos próximos dias.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Nova Miss Estados Unidos é negra e cientista nuclear.

Vencendo 50 candidatas, a cientista nuclear Kara McCullough foi coroada Miss Estados Unidos na noite de domingo, 14, em Las Vegas. A bela de 25 anos, que representou o Distrito de Columbia, nasceu em Veneza, na Itália, e cresceu em Virginia Beach, na Virgínia, estado americano.
Kara tem licenciatura em química, trabalha na Comissão Reguladora Nuclear dos EUA e disse que quer incentivar jovens a seguir carreira na ciência. Respondendo às perguntas do concurso, ela mostrou que tem opiniões polêmicas. Para a Miss EUA 2017, saúde pública é um privilégio que deve ser restrito apenas às pessoas que trabalham.
A jovem também afirmou que não se considera feminista, ‘já que não é intransigente’, e disse que prefere falar em igualdade. “Mulheres são iguais aos homens no mercado do trabalho”, justificou. Porém, dados da Associação Americana de Mulheres Universitárias afirmam que mulheres ainda ganham 80% menos do que homens que ocupam o mesmo cargo.
Nas redes sociais, as respostas da nova Miss EUA dividiram opiniões.
Kara McCullough representará o país no Miss Universo 2018, ainda sem data.

 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARÁ VAI ACELERAR OS JULGAMENTOS DOS PROCESSOS DE CORRUPÇÃO

Uma força tarefa definida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), desembargador Ricardo Ferreira Nunes vai atuar, de 26 a 30 de junho, em todas as varas e comarcas do Poder Judiciário no Pará, para impulsionar a tramitação de processos relacionados à corrupção, à improbidade administrativa e às ações coletivas, previstas, respectivamente, nas metas 4 e 6 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 
A desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento coordenará o mutirão, cujo funcionamento está previsto na Portaria nº 2.132/2017, do Gabinete da Presidência, publicada na edição do Diário Justiça Eletrônico desta quinta-feira, 11 de maio. A semana será precedida de um período de impulsionamento, nos dias 23 e 24 de maio, durante os quais o magistrado deverá despachar e determinar a adoção de atos e providências necessárias à conclusão dos feitos, de forma que fiquem aptos às decisões a serem proferidas no período determinado para a realização da força tarefa.
A meta 4 do CNJ objetiva o combate à corrupção e à improbidade administrativa e estabelece que os tribunais de Justiça do País identifiquem, monitorem e julguem, até 31 de dezembro deste ano, ao menos 70% das ações relacionadas a crimes contra a administração pública, distribuídas até 31 de dezembro de 2014. Já a meta 6 do CNJ, por sua vez, exige que os tribunais identifiquem, monitorem e julguem até 31 de dezembro deste ano, de pelo menos 60% as ações coletivas distribuídas até 31 de dezembro de 2014.
No período de 26 a 30 de junho, entre 8 e 17 horas, a força-tarefa composta pelo magistrado de cada comarca/vara e dois servidores designados por ele atuará exclusivamente na “prolação de despacho, decisão interlocutória ou sentença que cada processo requer, com a expedição dos documentos necessários ao seu cumprimento”. 
Durante ao mutirão, as informações referentes aos processos serão enviadas à coordenadora do mutirão, desembargadora Luzia Nadja Nascimento, por meio de preenchimento de planilha que estará disponível em link específico no portal Interno do TJPA até às 18 horas do dia 30 de junho.
Para estimular o empenho de magistrados e servidores, a portaria prevê folga de dois dias aos juízes que comprovarem, por meio de certidão emitida pelo diretor da Secretaria da Vara e pelo cadastro eletrônico dos atos praticados, a participação até às 17 horas no esforço previsto pela força-tarefa. Para os servidores será feita compensação financeira de tempo integral no percentual de 20% do vencimento.
Fonte: Coordenadoria de Imprensa
Texto: Will Montenegro
Foto: Divulgação

domingo, 14 de maio de 2017

PALOCCI VAI COLOCAR MAISENA NO PÓ E ENTREGAR TODO MUNDO

Petistas apostam em ataque de Palocci a Lula

Integrantes do partido dizem que ex-ministro quer preservar patrimônio.

A delação de Antonio Palocci é dada como certa entre petistas desde a semana passada. Na abertura da etapa paulista do 6º Congresso Nacional do PT, na sexta-feira da semana passada, a "traição" do ex-ministro era um dos assuntos principais.
Em tom que variava entre a indignação e a resiliência, petistas comentavam que Palocci iria entregar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em troca do acordo com o Ministério Público Federal.
A certeza dos petistas vem de recados dados por pessoas próximas ao ex-ministro da Fazenda (Lula) e Casa Civil (Dilma Rousseff) e também pela lógica da exclusão.
Segundo eles, Lula é o único alvo que a Lava Jato ainda não conseguiu alcançar e Palocci, dada a proximidade com o ex-presidente até bem pouco tempo atrás, poderia preencher lacunas que dariam mais solidez às denúncias contra Lula.
A indignação dos petistas com o ex-ministro aumenta diante das suspeitas que pesam contra Palocci. Ao contrário do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso por supostamente operar o esquema de caixa 2 do PT, Palocci é acusado de enriquecimento pessoal.
Sob a condição de sigilo, petistas dizem que o ex-ministro quer preservar seu patrimônio, em grande parte acumulado no período dos governos do partido, ao tentar o acordo de delação premiada.

Preso político
Mesmo assim o PT estadual de São Paulo aprovou um texto no qual Palocci, Vaccari e José Dirceu são tratados como "presos políticos". Segundo dirigentes, foi uma tentativa de acalmar o ex-ministro.
Dado o amplo acesso que Palocci tinha a Lula, correligionários avaliam que o estrago da delação será grande, podendo levar à inviabilização da candidatura do petista à Presidência em 2018.
"Não sei"
Já no entorno de Lula a torcida é para que o ex-ministro poupe o ex-presidente. Um ex-auxiliar do círculo mais próximo ao petista disse esperar que Palocci diga somente a "verdade".
E a "verdade", segundo essa fonte, é que o "ex-presidente Lula sempre disse para ele cuidar desse negócio [de dinheiro para campanhas], que não queria saber de onde veio o dinheiro e que o PT que se virasse para financiar seus candidatos".
De acordo com interlocutores de Lula, Palocci e depois Guido Mantega foram encarregados de gerenciar o caixa 2 petista justamente para preservar e blindar o ex-presidente.
Outra certeza petista é que a delação de Palocci vai ampliar muito o escopo da Lava Jato trazendo para o olho do furacão setores do empresariado nacional com quem o ex-ministro tinha grande proximidade e que até então passaram ilesos pelas investigações de Curitiba. O principal deles é o setor financeiro. 

PAI E FILHO INELEGÍVEIS EM RURÓPOLIS

pai e filho, ambos ex-prefeitos, devem ter o mesmo destino político, a inelegibilidade".
Até hoje, passados 134 dias desde que deixou o cargo de prefeito de Rurópolis, Pablo Genuíno ainda não protocolou no TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) as prestações de contas relativa aos exercícios financeiros de 2015 e 2016.Consulta recente feita pela Câmara de Vereadores de Rurópolis junto ao TCM constatou a pendência. No Ler Mais, abaixo, veja cópia do documento.
Pablo dirigiu o município de 2013 a 2016.
Tentou a reeleição, mas as urnas o rechaçaram com quase 68% dos votos dados para oposição.