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sexta-feira, 21 de julho de 2017

ESTOQUE DE MACONHA NO URUGUAI ACABA NO PRIMEIRO DIA DE VENDA PARA FINS RECREATIVOS.

No primeiro dia da venda de maconha para uso recreativo em farmácias cadastradas, estoques são esgotados em poucas horas
 
As quatro farmácias de Montevidéu autorizadas a vender maconha para uso recreativo esgotaram seus estoques no primeiro dia em que a venda foi autorizada, na última quarta-feira.  Em relato à agência de notícias EFE, afirmaram que em algumas delas o produto acabou apenas algumas horas depois de as lojas serem abertas.
Para comprar a substância, os usuários têm de ser cadastrados e são vendidas duas variedades, chamadas de Alfa I e Beta I, as duas com 2% de THC, princípio ativo da maconha. Além das farmácias, os uruguaios podem cultivar maconha ou comprá-la em clubes de cultivo, desde a lei promulgada pelo ex-presidente José Mujica, em 2013.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

LULA CRESCE ASSUSTADORAMENTE NAS PESQUISAS ELEITORAIS PARA GOVERNAR O PAIS


Lula, a maior potencia eleitoral para as eleições de 2018, está a uma decisão judicial de virar pó. Caso o Tribunal Regional da 4ª Região confirme a decisão de Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão, será o fim do sonho do petista de subir novamente – pela terceira vez - a rampa do palácio do Planalto. A condenação pela Corte faria dele ficha suja, e o tornaria inelegível. E de quebra o ex-mandatário ainda pode ser mandado para uma prisão, onde cumpriria pena em regime fechado. Atualmente ele lidera todos os cenários da última pesquisa eleitoral do Datafolha, com 30% das intenções de voto, seguido à distância por Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Agora o mundo político começa a analisar dois cenários possíveis para as próximas eleições: um com o ex-presidente e líder petista, outro sem ele.


Eleições 2018 Lula candidato
O ex-presidente Lula, na semana passada, ao comentar a condenação pelo juiz Sergio Moro. 
Sem o ex-presidente na disputa, o PT teria que articular um plano B. Os nomes do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner são os mais cotados para a vaga. Nenhum deles, no entanto, tem o carisma e a força política de Lula. Mesmo fora do pleito, a avaliação de especialistas é que o petista ainda é “o maior eleitor do Brasil”, e poderia emprestar sua imagem e prestígio entre os eleitores simpáticos ao PT para alavancar um de seus colegas de partido. “O fenômeno da transferência de votos é algo difícil de se verificar de antemão, mas provavelmente se Lula ficar de fora por algum impedimento jurídico, ele seria um forte cabo eleitoral”, afirma Leonardo Avritzer, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais. De qualquer forma, em um cenário sem o ex-presidente, crescem as chances da legenda abrir mão da cabeça da chapa para compor com alguma outra legenda.



“Se o julgamento dele ocorrer ainda este ano e ele se tornar inelegível, isso pode fomentar uma candidatura de aliança do PT com partidos do campo da esquerda, mais especificamente com o PDT de Ciro Gomes”, afirma o cientista político Antônio Lavareda da Universidade Federal do Pernambuco. Caso o TRF4 não tire Lula do páreo “até julho ou agosto de 2018”, o professor acredita que o ex-presidente não apenas irá disputar, como usará a campanha como “estratégia de defesa”.
Gomes, que é ex-governador do Ceará e ex-ministro, já sinalizou que não irá disputar caso Lula seja candidato. Em junho deste ano ele chegou a afirmar que uma candidatura do petista seria “um desserviço ao país”, uma vez que “justa ou injustamente, ele [Lula] divide a sociedade brasileira em ódios, passionalismos e até violência”. Isso, de acordo com o pedetista, tiraria o foco das questões econômicas e sociais que devem ser pauta na campanha. Uma estratégia possível de Gomes seria entrar na campanha contando com o cenário em que o ex-presidente seja condenado. “Ele quer se tornar herdeiro dos votos do Lula, então seria plausível o Ciro entre na disputa. No campo da esquerda e centro-esquerda ele seria a melhor opção para o eleitor petista, tendo em vista que a Marina Silva apoiou o Aécio Neves em 2014”, diz Lavareda.
Após a condenação de Lula por Moro, Gomes divulgou nota criticando a sentença por não trazer "um prova cabal e simples", mas também dispara contra o ex-presidente: "Considero Lula o grande responsável político pelo momento terrível pelo qual passa o País. Foi traído, mas a ele, e somente ele, devemos a imposição de um corrupto notório na linha de sucessão do Brasil, o senhor Michel Temer". 
O professor Lavareda não acredita que a condenação em primeira instância vá afastar os eleitores petistas do partido, agora que os críticos do ex-presidente pretendem colar em definitivo o selo de corrupto em Lula. “Grande parte dos eleitores do PT não enxergam esse estigma, e votam no Lula por motivos ideológicos. Eles tendem a ser complacentes com o ex-presidente”, afirma Lavareda. Ele aponta ainda que “o PT convive com essas acusações de corrupção desde 2005, com o mensalão, então o partido tem uma maior resiliência a este tipo de escândalo”. Mesmo imerso nas denúncias desencadeadas pelo ex-deputado Roberto Jefferson, a legenda conseguiu reeleger Lula e eleger Dilma duas vezes, o que corroboraria a tese de Lavareda.
Mas o PT não seria o único partido com problemas pela frente caso Lula fique de fora das eleições. Outros partidos teriam desafios pela frente. Com a ausência de um candidato petista competitivo “o campo tucano terá, pela primeira vez em muitos anos, que aprender a fazer uma campanha sem o elemento de polarização contra o ex-presidente Lula”, afirma Lavareda. Até o momento o candidato tucano é uma incógnita. O senador Aécio Neves, derrotado em 2014 por Dilma Rousseff, responde a processos no âmbito da Operação Lava Jato – o que pode comprometer suas chances nas urnas. Ele chegou a ser afastado do cargo pelo STF, mas foi reconduzido no início de julho. Sua irmã, Andrea, está em prisão domiciliar. Poucos analistas apostam que ele chegará a 2018 com força política suficiente para disputar. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seria outro postulante à vaga do PSDB, mas correndo por fora aparece o prefeito paulista, João Doria.
O professor Avritzer acredita que independentemente de quem sejam os candidatos em 2018, a pauta “já está colocada”. “A campanha irá girar em torno de quem é a favor ou contra as reformas econômicas e da Previdência”, afirma. O Governo Temer e seus aliados do PSDB têm defendido esta agenda pró-mercado e liberal no Congresso, e devem continuar a fazê-lo no ano eleitoral, caso não consigam aprovar tudo neste ano.
“Por parte do PSDB e do PMDB há pressa para aprovar tudo agora para não ter que tocar nesse assunto ano que vem, tendo em vista que são reformas impopulares”, afirma Claudio Couto, professor de Ciências Políticas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Já o campo oposicionista vai querer “desgastar os partidos da base do Governo trazendo para o pleito estes ‘assuntos desagradáveis”. Couto afirma que é difícil prever a reação do mercado a uma candidatura de Lula: “Eu não vejo espaço hoje para uma esquerda mais dura, mais intervencionista, por falta de uma liderança forte”.
Dentre os candidatos do campo oposicionista, Couto aponta que Marina Silva seria a que mais agradaria o mercado. “Ela é menos avessa a interesses do mundo financeiro do que Ciro Gomes, que, pelo menos em teoria, tem um perfil mais desenvolvimentista”, afirma o professor.
O ex-presidente Lula não é o único pré-candidato bem colocado nas pesquisas que pode ficar de fora das eleições. O deputado Jair Bolsonaro (PSV-RJ), que tem a segunda maior intenção de votos de acordo com o último levantamento Datafolha, é réu no Supremo Tribunal Federal sob a acusação de incitação ao estupro. Em dezembro de 2014 ele disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que não a “estupraria” porque ela “não merecia”. Caso os ministros condenem o parlamentar, ele se tornaria inelegível. A pesquisa do DataPoder360 divulgada no sábado mostra Bolsonaro com uma tendência de alta, encostando em Lula.

PRESIDENTE LULA PODERÁ SER ABSOLVIDO NAS URNAS, BRASILEIROS DIZEM SIM AO PRESIDENTE LULA


Em suas primeiras palavras, depois de sua condenação a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Lula lançou um desafio que merece ser analisado pela sutileza e a gravidade que encerra. Lula, que continua se considerando inocente e perseguido político, e nega todas as provas apresentadas conta ele pelo juiz Moro, afirmou, depois de conhecer a sentença: “Só o povo brasileiro tem poder de decretar meu fim”. Ao mesmo tempo, anunciou que, por isso, apesar de todas as condenações judiciais, será candidato às presidenciais em 2018. A afirmação de Lula apresenta um problema real e, ao mesmo tempo, perigoso: podem as urnas, ao eleger um condenado por corrupção, absolvê-lo de seus crimes? Quem teria mais força, uma sentença judicial ou uma decisão eleitoral?

  • Podem as urnas absolver Lula?
O carismático e popular Lula conhece como poucos a idiossincrasia das massas e não lhe falta capacidade de convicção. Entende perfeitamente os mecanismos da comunicação e sabe como reverter as coisas, conforme vê por onde sopram os ventos da opinião pública. Sobra-lhe sagacidade política. Desse modo, Lula encontrou uma fórmula mágica para esvaziar a sentença do tribunal de justiça que o condenou por corrupção, e lança o maior dos desafios: quem pode e deve condená-lo não são os juízes, mas a rua, os eleitores, com seu voto nas urnas.
A estratégia de Lula de exigir o veredito dos eleitores, que, em seu caso, poderia acabar salvando-o da prisão, encerra, porém, uma perigosa falácia. Significaria dar maior peso à opinião pública que aos tribunais de Justiça. Se for certo, segundo Lula, que somente o povo tem o direito de absolver ou condenar um político contra uma sentença judicial, estaria sendo dado às eleições um poder de decisão que a Constituição não lhes outorga. Se isso for certo, e prescindindo do caso particular do mítico Lula, todos os políticos brasileiros (presidentes, senadores, deputados, governadores ou prefeitos eleitos) estariam impossibilitados de ser julgados e condenados pelos tribunais. Seriam inocentes pelo fato de terem sido eleitos, ou seja, “absolvidos” nas urnas. Se for certo que a inocência ou culpabilidade dependem do veredito eleitoral, existe o perigo de que nas próximas eleições de 2018 muitos dos políticos hoje denunciados, réus, até os já condenados pela Justiça, possam considerar-se absolvidos se conseguirem ser reeleitos. Daí as manobras que estão sendo detectadas no Congresso para que todos os envolvidos em histórias de corrupção consigam a reeleição.
É um jogo perigoso, já que o que se conhece pela experiência de corrupção política que o Brasil sofre é que a maioria dos hoje denunciados ou condenados foram os que o maior número de votos conseguiu nas urnas. Não costumam ser os maiores corruptos os que, aos disporem de maiores meios financeiros, apresentam maiores possibilidades de serem reeleitos? Será esse o novo desafio para o eleitor brasileiro em 2018: estar alerta para não “absolver” nas urnas, como no passado, aqueles que são notoriamente corruptos ou corruptores.
Deixemos, pois, que cada instituição cumpra seu papel. Os tribunais de Justiça que julguem a culpabilidade ou inocência dos políticos e que os eleitores se esforcem em votar em quem considerem mais digno e mais bem preparado para presidir os destinos do país. Como reza o dito do evangelho: “A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Jesus provocou também os seus com o enigmático conselho: “Deixem que os mortos enterrem seus mortos”( Mateus 8:21). Os brasileiros têm a ocasião, nas eleições do próximo ano, de impedir que os políticos moralmente mortos possam ressuscitar nas urnas.

domingo, 16 de julho de 2017

PRESIDENTE LULA MANDA PREPARAR O TIRA GOSTO AO TOMAR CONHECIMENTO QUE PODE IR EM CANA

Confuso ao ouvir que pode “ir em cana”, Lula comemora e manda fazer tira-gosto

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GUARUJÁ – Ao de investigação em vários inquéritos policiais, o ex-presidente Lula protagonizou uma cena tragicômica em um bar na tarde de hoje no Guarujá.
O fato se deu quando um coxinha avistou o petista e o injuriou, dizendo que “em breve você irá em cana, Lula.”
Sem entender direito a frase, em razão de estar tocando uma canção do Amado Batista no recinto no momento em que a mesma foi proferida, Lula retrucou:
“Cana? Quero. Prepara logo um tira-gosto pra gente”, pediu ao dono do estabelecimento.
O constrangimento não foi maior, porque nesse momento Gleise Hoffman tinha mandado um de seus filhos chamar o ex-presidente para almoçar.
“Fica pra próxima, companheiro”, disse Lula apertando a mão do ofensor que, sem entender o que se passava, ficou sem reação.

TRANS GAYS A NOVA MODA NAS CAPITAIS

Conheça os “trans-gays”: Homens gays que só comem mulheres.

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Com as cada vez mais frequentes quebras de tabus, novos gêneros sexuais têm surgido quase que diariamente, superando o antigo conceito, hoje já ultrapassado, de que gênero era apenas homem, mulher, gay, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Este punhado de definições já há muito se tornou obsoleto, e hoje é comum ver pessoas se autodenomirarem high sexual (que dá a bunda quando fuma maconha), g0y (que dá a bunda, mas não é gay), monossexual (que só faz sexo com a própria mão) entre outros.

A mais nova definição de gênero, descoberta por nossa reportagem na tarde de hoje, são os chamados “trans-gays”.
“Os trans-gays são homens do sexo masculino que nasceram com uma piroca, são gay, mas não dão a bunda e só comem mulheres”,
Explica o publicitário Bruno Bacal Baco de Bambi, que é trans-gay assumido há mais de um ano.

“No início minha família não aceitava e sofri muito preconceito, tanto em casa, como na rua”, explica Bruno, que atualmente é ativista em defesa dos direitos dos trans-gays.
“Defendemos direitos iguais para todos. É absurdo que ainda hoje em dia sejamos vítimas de tanta transgayfobia”, lamenta.
Ele explica que os trans-gays são uma minoria em extinção no Brasil.
“O pessoal aqui tá preferindo virar gay mesmo”, declara Bruno, que afirma que só gosta mesmo de comer muler.
“Quando saio com meus amigos que também são trans-gays, sempre gostamos de ir ao puteiro. As vezes, quando a grana tá curta, acontece de comer alguma ex-namorada.”
Ele afirma que jamais pensou em fazer amor com órgão excretor e que o mais próximo que chegou de uma experiência homossexual “foi no dia que comi duas amigas que em certo momento ficaram se pegando enquanto eu me preparava para o segundo round.”

JOÃO DORIA PODERÁ SER PRESO E NÃO CONCORRER AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2018

PSOL ajuíza ação penal contra Dória por exercício irregular da profissão de gari.

APROVEITANDO A DEIXA A ASSOCIAÇÃO DOS TRAVESTIS DO ESTADO DE SÃO PAULO TAMBÉM AJUIZOU AÇÃO PARA IMPEDIR QUE DÓRIA VENHA FAZER O MESMO COM A CLASSE LGBT, O QUE IRIA TRAZER PERDAS IRREPARÁVEIS PARA A CLASSE.

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SÃO PAULO – O PSOL, Partido Socialismo que Odeia Lula,  ajuizou na tarde de hoje uma ação penal na qual pleiteia a condenação do prefeito de São Paulo, João Dória, por exercício irregular da profissão de gari.
A profissão de gari, como quase todas as profissões no Brasil, é regulamentada e não pode ser exercida por quem não está habilitado para tanto, sob pena das sanções legais”, diz o documento.
Os advogados do partido juntaram à petição várias fotografias em que Dória aparece usando farda de gari, na intenção de provar o alegado na ação.

No referido processo, é pleiteado também a condenação de Dória pelo crime de usurpação de função pública, uma vez que o prefeito jamais foi aprovado em concurso público para a função de gari e “o fato de ter sido eleito não lhe confere as prerrogativas inerentes à função de gari”.

A profissão de gari foi regulamentada por um decreto da época do império, que permanece em vigor até só dias atuais.

LULA PODERÁ SER CONDENADO A 51 ANOS DE PRISÃO

Jean Wyllys avalia que Lula poderá pegar até 51 anos de prisão por causa da cachaça


BRASÍLIA – O deputado Jean Wyllys voltou a fazer análises na esfera do Direito Processual Penal, novamente sobre o método criado por Sua Excelência que implementou no ordenamento jurídico brasileiro uma inovação nos critérios de dosimetria da pena.
Wyllys, em vídeo recentemente publicado, fundamentou os motivos pelos quais o ex-presidente Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão.
Nove anos é porque ele só tem nove dedos. Já os seis meses é porque ele tem um cotoquinho do dedo que foi amputado, então a dosimetria da pena observou esses critérios”, revelou o deputado em análise que deixaria Nelson Hungria deveras orgulhoso.
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Wyllys, na declaração mais recente, expressou temor sobre a possível pena que Lula teria que suportar em razão de condenações futuras.
Ele (o juiz) poderá adotar outro critério e condenar o Lula a, por exemplo, 51 anos de cadeia, por causa da cachaça”, disse o parlamentar.
Em contato com nossa reportagem, Lula disse que compartilha a mesma opinião de Wyllys, mas que suportaria bem a pena, contanto que lhe fosse servido tira-gosto no lugar das refeições.

sábado, 15 de julho de 2017

O POVO PEDIU, 2018 LULA SERÁ PRESIDENTE DO BRASIL

Lula formaliza candidatura em 2018: Só quem tem direito de decretar o meu fim é o povo brasileiro; veja como foi a entrevista



Ao final de uma entrevista coletiva em que falou sobre sua condenação pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e meio de prisão, o ex-presidente Lula formalizou sua candidatura ao Planalto em 2018.
Ele se dirigiu à presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, dizendo que teria de lutar em várias frentes: enfrentar a batalha jurídica e ao mesmo tempo convencer os eleitores de que ele pode dar um jeito na profunda crise política e econômica enfrentada pelo Brasil.
Segundo Lula, se ninguém da Casa Grande consegue enfrentar os desafios será a hora mais de uma vez de alguém da senzala fazê-lo.
Em sua fala, o ex-presidente disse que o processo em que foi condenado teve origem em uma reportagem do jornal O Globo e que, depois da primeira mentira, a PF, o MPF e o juiz Sérgio Moro não tiveram como recuar.
Ele disse que não faria sentido a derrubada de Dilma Rousseff sem que o PT fosse impedido de ganhar as eleições em seguida, por isso enquadrou a sentença de Moro como continuidade do golpe.
Ao encerrar, afirmou: Só quem tem o direito de decretar o meu fim é o povo brasileiro.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta quinta-feira (13), seu primeiro pronunciamento público após a condenação em primeira instância no “caso do tríplex do Guarujá”. Na sede nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo (SP), Lula criticou a atuação do juiz Sergio Moro e da imprensa comercial, e afirmou que irá se candidatar a presidente da República novamente: “Se alguém pensa que com essa sentença me tirou do jogo [político], eu quero dizer que estou no jogo”.
Confira a íntegra do pronunciamento:
— Não me avisaram antes e eu perdi a fala da minha presidenta aqui, eu cheguei quando ela tava falando que eleições sem Lula não é eleição, é fraude, mas eu queria que vocês pensassem um pouco na sentença do Mouro, porque ele tem para comigo o otimismo que nem eu tenho. Porque pela peça de condenação de 19 anos sem poder exercer nenhum cargo, significa que ele esta permitindo que eu possa ser candidato em 2036. Isso significa que eu vou viver e vocês vão ter que me suportar muito.
Ô, gente, eu queria fazer essa entrevista coletiva, ontem eu não quis falar com a Imprensa, porque ontem eu tinha um assunto muito importante pra resolver que era ver o Corinthians derrotar o Palmeiras, então eu não tive nem tempo de analisar a condenação, nem conversar com advogados porque olha, primeiro vamos ver o Corinthians resolver o problema com o Palmeiras, depois a gente discute.
Mas eu queria começar aqui agradecendo alguns companheiros que tiveram um papel importante nessa primeira etapa dessa batalha jurídica e política que é meu companheiro Cristiano Zanin, o meu querido companheiro advogado, o companheiro Roberto Teixeira, a companheira Valeska, que alem de advogada e filha do Roberto Teixeira, é mulher do Cristiano, a companheira Larissa, que é filha também do Roberto Teixeira e cunhada do Cristiano, queria conhecer o companheiro Geoffrey que é um advogado que esta nos ajudando a partir de Londres e fez uma representação contra o Mouro em Bruxelas na ONU.
Queria agradecer o companheiro Batochio que faz parte do grupo de advogados que me defendem nessa ação e em outras ações, que são muitas ações que eu tenho pela frente. Agradecer o companheiro Nilo Batista que foi impedido de continuar me ajudando, mas no começo participou me ajudando nesse processo, o companheiro Joarez Cirino que é um advogado do Paraná que também me ajudou numa fase do processo. Quero agradecer o companheiro Fernando Fernandes e toda sua equipe que trabalharam tão bem nesse processo, eles eram advogados do Paulo Okamotto, e o Paulo Okamotto foi absolvido na questão do acervo.
Quero agradecer a tantos companheiros jurídicos que participaram de tantas reuniões, que escrevera tantos artigos. Agora mesmo já tem um movimento com 60 juristas pra escrever o livro sobre a sentença do Mouro, ou seja, cada jurista vai escrever 5 páginas sobre a sentença do Mouro porque segundo os advogados, é uma peça que precisa ser motivo de estudo profundo de como não fazer uma peça condenatória.
Mas de qualquer forma eu não vou entrar em detalhes porque os cara estudaram tantos anos, fizeram mestrado, doutorado pra ser advogado, não vou eu aqui com meu quarto ano primário tentar substituir a experiência desses companheiros, mas eu quero agradecer a todos, quero agradecer obviamente aos meus companheiros do PT, que tanto tem sido solidários a nossa bancada no Senado, a nossa bancada na Câmara dos Deputados que tem feito um enfrentamento não apenas nessa caso, mas em outro caso de injustiça que acabou vitimando outro companheiro do PT e outros companheiros que nem são do PT mas que são vítimas do arbítrio de um estado quase que de exceção em que o Estado de Direito Democrático esta sendo jogado na lata do lixo.
Ou seja, eu quero agradecer a companheira Jandira, que está aqui na mesa em nome do PCdoB, o companheiro Manoel Dias que está aqui em nome do PDT, quero agradecer a generosidade da Imprensa comigo que é muito importante sobre tudo o pessoal do Jornal Nacional, que me tratam com tanta diferença. Quero cumprimentar, quero aqui agradecer meu querido companheiro Raduan, que eu conheço a pouco tempo pessoalmente, mas parece que faz muito tempo que eu conheço ele, e é um companheiro que é uma das reservas morais desse país, além de uma reserva importante intelectual.
Eu até não queria falar da minha família por que quando fala de família fico emocionado e não vou falar, mas esse processo é um processo que se vocês acompanharam ele, vocês vão perceber que o que aconteceu ontem, eu já previa no dia 16 de outubro do ano passado. Se vocês leram, eu escrevi um artigo, na tendência de debate da Folha, “Por que querem me condenar”, isso aqui é o dia 18 de outubro de 2016 e nesse artigo, Raduan, eu disse o seguinte:
“Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a justiça, mas n˜o podem admitir, não podem recuar depois de um massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes, a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a me condenar e devem avaliar que se n˜o me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.
Tento compreender essa caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar, é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no nosso país.
É necessário frisar que nós do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica, nós combatemos  a corrupção na prática.
Isso foi escrito em outubro, por que desde que esse processo começou, e desde que o Moro proferiu várias entrevistas sentenciando que era preciso uma forte cobertura da Imprensa, porque senão ele não conseguiria prender as pessoas, e sobretudo prender as pessoas para fazer com que as pessoas delatassem. Porque tem gente que delatou e poderia contar um caso que é o caso do Leo Pinheiro, que é um cara que ele utiliza muito na sentença. O Leo Pinheiro tá há mais de dois anos preso, o Leo Pinheiro insistentemente disse “não, não”, mas o cara já tá condenado a 23 anos de cadeia com perspectiva de um pouco mais.
Ai o cara assiste na própria televisão Globo, no Fantástico, sabe que nesse país vale a pena delatar, que delatar é um prêmio, pra você conviver com a riqueza que você roubou, pra você conviver com metade ou mais do roubo e apareceria gente morando em Itapecerica aqui em condomínio de luxo, aparecia gente morando em condomínio perto da praia. O cara tá preso e o cara fala “Po, eu to condenado a 23 anos de cadeira, tem mais uns 3 processos contra mim e o que eu tenho que falar é apenas dizer que o Lula sabia?”
O Lula não faz parte da família dele, o Lula não é filho, não é genro, nã é nada dele. Por que que eu vou pegar tanto anos de cadeia por causa do Lula? Assim foi com o Leo, assim foi com outros. Durante todo esse processo a coisa que eu mais lia de informações, era as pessoas dizendo “tal pessoa foi presa e no interrogatório a primeira coisa que falaram foi que tinham que falar o nome do Lula “. E eu acreditava que esse processo ia terminar do jeito que terminou por que em nenhum momento , eu prestei vários depoimentos, e era visível que o que menos importa para as pessoas que faziam as perguntas era o que você falava. Eles já estavam com o processo pronto, eles ja estavam com a concepção da condenação pronta.
Então, a Polícia Federal pega esse processo. Esse processo começa com a mentira do jornal Globo, que o Ministério Público pega pra ela, abre um inquérito, a Policia Federal mente a respeito desse processo, o MP aceita o inquérito da PF enquanto isso a Imprensa divulgava isso fartamente. Depois vai pro MP, o MP prepara a acusação, anuncia a acusação, a imprensa divulga fartamente, ou seja, outra mentira do MP e vai pro Moro.
Eu acreditava que o Moro iria recusar, se ele tivesse recusado a aceitar a mentira contada pelo MP, baseada na teoria do PowerPoint, era o que eu esperava. Veja que eu tinha muito mais garantia de que ele iria recusar ou aceitar a denúncia, do que me absolver depois que o processo foi aceito.
Depois que o processo foi aceito eu falei “Olha, há um jogo a ser jogado nesse país. Não é possível, que aqueles que preparam a mentira do golpe contra a Dilma, aqueles que prepararam a mentira do golpe contra as forças democráticas que ganharam as eleições de 2014 iriam ficar com os braços cruzados, esperando essa gente voltar pro poder em 2018.
E eu sempre tive consciência que o golpe não fechava, se o Lula pudesse ser candidato, o golpe não fechava. Porque qual é a razão, sabe, de derrubar um governo, um partido político e dois anos depois esse governo e esse partido juntar as mesmas forças políticas e ganhar as eleições?
Não podia fechar. Então a sentença de ontem, ela tem um componente político muito forte e eu obviamente que não vou entrar nos componentes jurídicos, porque tudo que eu tenho lido até agora e tudo que eu tenho ouvido é que o juiz Moro passou praticamente escrevendo 60 páginas pra se justificar da condenação. Em que praticamente, de 900 e não sei quantos parágrafos, ele utilizou 5 da defesa e me parece que não havia nenhum interesse.
Vocês estão lembrados de que quando eu fui prestar o meu depoimento, isso tá gravado, eu tinha pedido pro Moro autorizar que a Imprensa divulgasse o meu pronunciamento ao vivo. Não foi possível, porque eu queria que o povo visse a cara dele, queria que vissem as caras dos promotores. Não apenas a minha.
Mas não foi possível, mas foi divulgado e vocês viram que eu disse o seguinte “Olha, você não pode me absolver, não tem como. Ou seja, o que vocês já falaram até agora, o que a Imprensa já me condenou até agora, só do Jornal Nacional foram 20 horas.” Você veja que os tucanos não aguentaram uma capa da Veja, caiu todos. Eu tenho não sei quantas capas de revista, 50 e não sei quantas, mais a do final de semana que devem ser todas da minha cara outra vez, e mais 20 hora de Jornal Nacional.
E eu sinto que há, companheira Gleisi, uma tentativa de me tirar do jogo político. Eu sou um homem que acredito nas Instituições. Eu quero uma Polícia Federal forte, eu quero um Ministério forte e eu quero um Ministério Público forte. Porque essas Instituições forte, elas são o garante da democracia do país e são o garante para não permitir o abuso daqueles que exercem o poder. Inclusive pra evitar sabe, o surgimento de pessoas que se sintam insubstituíveis e queiram utilizar do poder pra ficar governando de forma autoritária.
Agora eu sempre disse, se vocês pegarem os discursos que eu fazia na posse do Ministério Público, eu sempre dizia: a Instituição por ser forte, as pessoas que a compõe, tem que ter mais responsabilidade. Quando eu falo da Policia Federal e falo do Ministério Público, eu não falo da Instituição, porque tenho grandes amigos e respeito profundamente algumas centenas de amigos que tenho lá. Eu falo dos procuradores que estão fazendo parte da operação, da Força tarefa da Lava-Jato. Eu falo a Policia Federal que faz parte da força tarefa da Lava Jato. Eu não falo da Instituição, porque acredito tanto na Instituição, que fiz ela ser muito mais forte do que era quando cheguei.
Pois bem, então o que acontece de fato e de direito nesse negócio. Ou seja, na medida em que nenhuma verdade era levada em conta. Na medida em que o powerpoint permeou todo o comportamento deles, e eu já cansei de falar e vocês sabem. Eles diziam que o PT era uma organização criminosa, que o PT se preparou para ganhar do governo, para ganhar do governo e roubar e o Lula era o chefe.
A partir dai eles não precisavam mais nada, era a teoria do domínio do fato. Utilizada de forma moderna com a palavra “contexto”, que o juiz Moro utilizava muitas vezes a palavra contexto. Obviamente que o Moro, ele não tem que prestar contas pra mim, eu acho que ele tem que prestar contas para a História, como eu devo prestar conta pra História.
A História na verdade é quem vai dizer quem tá certo e quem tá errado. Eu continuo afirmando pra vocês que não é possível a gente ter um Estado Democrático de Direito, se a gente não acreditar na Justiça. E por essa crença que eu tenho no Estado de Direito e numa Justiça forte, é que a Justiça não pode mentir.
Ela não pode tomar decisões políticas, ela tem que tomar decisão baseada nos autos. E olha que nós trabalhamos. Porque a única prova que existe nesse processo, de não sei quantas mil páginas, é a prova da minha inocência.
Eu queria fazer um apelo a Imprensa, um apelo ao povo brasileiro, se alguém tiver uma prova contra mim por favor, diga. Mande pra Justiça, mande pra Suprema Corte, mande pra Imprensa, porque eu preciso. Eu ficaria mais feliz se eu fosse condenado com base numa prova. Que eles me desmascararem. “Tá aqui ó, você realmente cometeu um erro.” O que me deixa indignado, mas sem perder a ternura, é você perceber que você tá sendo vítima de um grupo de pessoas que contaram a primeira mentira e vão passar a vida inteira mentindo pra poder justificar a primeira mentira que contaram, de que o Lula era dono e um triplex.
Não sou dono de um triplex, não tenho triplex e ainda fui multado em 700 mil reais. Porque agora o triplex é da União. Eles tomaram o triplex e eu tenho que pagar 700 mil reais pra Petrobrás. Eles poderiam me dar o triplex, eu vendia o triplex e pagava a multa. Senão, o que vai acontecer, é que nós vamos fazer que nem arrecadação de dízimo. Pra vocês inclusive, pra imprensa democrática, passar um saquinho , você depositar um dinheiro e eu pagar uma multa de um triplex que não é meu.
Então eu sinceramente, a minha cabeça de um cidadão que tem o quarto ano primário e um curso de torneiro mecânico, não consegue compreender todo esse emaranhado. Eu não sei como que alguém consegue escrever quase 300 páginas pra não dizer absolutamente nada de prova contra a pessoa que ele quer acusar.
Esse processo é como o cidadão chegar aqui, um torcedor do Corinthians , chegasse aqui pra mim e dissesse “ô Lula, o Corinthians contratou o Messi”, eu ia ficar todo feliz. E não fosse verdade e eu começar a processar o Corinthians porque eu queria que o Messi jogasse. E o Barcelona falasse “mas Lula, o Messi é do Barcelona”, “é do Corinthians, a Globo falou”. E aí o Corinthians fosse obrigado a pagar multa. Não é possível!
E tem mais outros processos desse mesmo jeito. Vocês vão ouvir falar muito de processos iguaizinhos a esse, então eu queria dizer pra vocês que a minha indignação como cidadão brasileiro não me faz perder a crença de que nesse país ainda existe justiça.
Por isso nós vamos recorrer em todas as instâncias de todas as arbitrariedades. Eu acho que inclusive é preciso a gente processar essa sentença no Conselho Nacional de Justiça. É preciso a gente fazer processo contra quem mentir, contra quem não disser a verdade nesse país. Porque cada vez que eu vou prestar um depoimento eu digo: só eu tenho interesse na verdade aqui.
Agora mesmo eu fui prestar um depoimento e o procurador falou assim pra mim “Não, o senhor não precisa prestar como testemunha, porque como testemunha você é obrigado a falar a verdade. Você pode prestar como informante”. Eu falei “Não, eu quero prestar como testemunha porque eu vim aqui pra falar a verdade. Quem queria que eu falasse como informante é porque não queria que eu dissesse a verdade.”
Então, companheiros, eu queria, não to desafiando não, mas eu queria desafiar, sabe? Não desafiando, que os meus inimigos, sobretudo os donos dos meios de comunicação, fizesse um esforço incomensurável e apresentasse uma prova. Uma única prova, um único papel assinado. Porque o que eles apresentam como prova, é um papel que tava rasurado. Vocês tão lembrado que no processo me deram um papel. Eu vi que tava rasurado no número 174, que poderia até ter sido eles quem tivessem feito, e perguntaram “o senhor conhece isso aqui” e eu respondi “Não, não conheço, quem assinou?”, “Ninguém”, “E como é que vou reconhecer um documento que não tá assinado?”
Isso foi utilizado como prova. E depois a delação de um cidadão, sabe, que eu tenho um profundo respeito, que tive muita relação de amizade, que foi o Leo Pinheiro, que mudou de opinião de um dia pro outro. Eu lembro que no dia do depoimento dele o Cristiano perguntou “Doutor Leo, até ontem o senhor vinha falando outra coisa, por quê o senhor mudou de posição?” “Ah, porque tive nova orientação do advogado”, que ele contratou o Juca pra ser o seu advogado. Então com base nisso, você fazer a condenação, eu sinceramente acho que eu me sinto aliviado porque conheço o tamanho da mentira.
E queria terminar dizendo uma coisa pra vocês. Eu quero respeitar os companheiros do PDT, os companheiros do PCdoB, os companheiros do movimento social, eu quero dizer uma coisa pra vocês. Se alguém pensa que com essa sentença em tiraram do jogo, podem saber que eu to no jogo.
E agora quero dizer ao meu partido, que eu até agora não tinha reivindicado, mas a partir de agora eu vou reivindicar do PT o direito de me colocar como postulante a candidatura a presidência da República.
Eu, na verdade, gostaria de estar aqui hoje nessa mesa, Gleisi, no auditório principal do meu partido, com tantas pessoas importantes aqui, discutindo a situação do Brasil. Discutindo a situação política do Brasil. A situação econômica do Brasil. O descrédito das Instituições desse país, a começar pelo Poder Executivo. Discutindo o golpe dentro do golpe, que até agora…você que é professor, sabe me explicar porque que a Globo quer dar um golpe dentro do golpe e pra gente deixar claro que o mesmo golpe, a gente não quer dar golpe no Temer, a gente quer eleições diretas, a gente quer votar legalmente e a gente quer que ele saia com uma votação de uma emenda constitucional dentro do Congresso. A gente não quer que ele saia porque tem quer achar um melhor do que ele, não, o melhor só a eleição pode achar.
Porque quando o povo escolher um candidato, uma candidata, o povo passa a ser o responsável pelos acertos e pelos erros. Então eu queria dizer o seguinte. Eu não sei se isso é pro bem ou pro mal, mas você vai ter um pré-candidato com um problema jurídico nas costas e eu tenho que fazer duas brigas. Primeiro brigar juridicamente pra ganhar o direito de ser candidato, segundo brigar dentro do PT pra ganhar o apoio do PT, terceiro, brigar, sabe, a boa briga, a boa luta democrática nas ruas pra convencer a sociedade.
Porque se eles acabaram de destruir tudo o que foi construído de direito dos trabalhadores desde 1943, se eles estão tentando destruir a conquista dos trabalhadores mais a previdência social, se eles estão tentando destruir a indústria nacional, estão tentando destruir a coisa mais simples que nós criamos, que é o componente nacional, pra que a gente possa desenvolver uma industria nacional. Se eles estão tentando destruir a Petrobras, se eles estão tentando destruir as empresas de engenharia, porque não sabem o que fazer, eu queria dizer: Senhoras da Casa Grande, permitam que alguém da Senzala faça o que vocês não tem competência de fazer neste país.
Permita que alguém cuide desse povo, porque este povo n˜o está precisando ser governado pela elite. Esse povo tá precisando ser governado por alguém que conheça a alma dele, por alguém que saiba o que é fome, o desemprego, por alguém que saiba o que que é a vida dura que leva o povo pobre desse país. E eu quero terminar dizendo o seguinte, sabe, quando esse país não tiver mais jeito, sabe, quando os economistas de direita não tiver mais solução, por favor, permita que a gente coloque o pobre no orçamento outra vez. O pobre do orçamento, Damião, o pobre no mundo que trabalha, o pobre recebendo salário, o pobre recebendo crédito, que a gente faz esse país voltar a crescer, faz o povo voltar a sorrir e faz o povo voltar a ter o otimismo que tinha todo tempo que nós governamos esse país.
Lembrar vocês, e vou dizer pra vocês, lembrar e afirmar uma cosia, o ódio está disseminando neste país e toda vez que eu falo que a Rede Globo é a disseminadora do ódio deste país é porque é só assistir o Jornal Nacional e vocês vão perceber. Sabe, que eu espero, que aqueles que apresentam o jornal, que faz o jornal, na hora que apresentem as denúncias falsas, cheguem em casa e olhem para cara dos seus filhos, pra ver se os filhos deles, com o peso do que ele tá fazendo , por que eu não tenho dúvidas de que quando os filhos ficaram adultos, vão cobrar dos país a quantidade de mentiras que contaram a respeito de uma pessoa que não é honesto por mérito, sou honesto porque aprendi com a mulher analfabeta, a ser honesto.
E é importante saber, que eu sei o que fizeram com a dona Marisa com essas mentiras. Eu nem coloco isso na mesa pra não ficar emocionado, mas as pessoas sabem o que fizeram com a dona Marisa, portanto, companheira Gleisi, tá aqui o seu velho companheiro jovem Lula, com 71 anos e idade próximo de fazer 72, disposto a brigar do mesmo jeito que quando eu tinha 30 anos. Com mais experiência, to tomando vitamina de manhã, to fazendo ginástica todo dia, sabe, então me esperem.
Quem acha que é o fim do Lula vai quebrar a cara porque somente na política, que ter um direito de decretar o meu fim é o povo brasileiro.

SERGIO MORO O CARRASCO DE LULA A SERVIÇO DOS GRANDES

Lula não teve direito a um processo penal justo

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Não li toda a sentença, mas o que me causa estranheza é que Moro teria condenado o Lula por lavagem de dinheiro. Dinheiro que não recebeu e que não tem. E não teria ele participado, seja como autor, coautor ou mesmo partícipe, daqueles contratos lesivos à Petrobras. Seria necessário, se tivesse havido aquele ato ilícito, que ele tivesse um proveito e depois, para esconder esse proveito, ele comprasse o imóvel e colocasse em nome de outro. Ele não comprou o imóvel. Nem o imóvel passou a ser patrimônio dele. Como é lavagem do dinheiro que você não tem?
Responsabilizar o Lula por um contrato lesivo à Petrobras, apenas porque ele era presidente da República, ou porque ele teria referendado a indicação que nem é ele quem faz, é um diretor da Petrobras, que teria depois praticado um ato ilícito, isso fere todos os princípios do direito, que trata da autoria e participação do delito. 
O Judiciário começou a julgar de acordo com a sua conveniência, seus interesses. E como temos um Poder Judiciário conservador e reacionário, isso se tornou um perigo. Eu agora, voltei a ser legalista, positivista, coisa que não era. Já é um avanço cumprir a Constituição, pois se cair na mão dessa turma, nós não temos garantia nenhuma. 
O MITO DA IMPARCIALIDADE DO JULGADOR. LULA NÃO ESTÁ TENDO DIREITO A UM PROCESSO PENAL JUSTO.

É muito difícil que um juiz tenha a necessária imparcialidade, quando o processo penal envolve questões políticas, ideológicas ou religiosas.

O mesmo se pode dizer em relação aos membros do Ministério Público. Basta ver a euforia e excitação dos Procuradores da República quando do oferecimento da denúncia contra o ex-presidente Lula (triste episódio do “powerpoint”).

Tudo isso resulta agravado quando estes órgãos do sistema de justiça criminal se encontram “irmanados” em um projeto preconcebido de persecuções penais (Operação Lava Jato), bem como quando se utilizam da mídia para apoiar seus atos e prejulgamentos. Neste caso, eles passam a sentir necessidade de lograr a condenação para não se “desmoralizarem” perante a opinião pública.

Tudo isso resulta ainda mais agravado, quando o juiz está sendo ou foi processado pelo réu ou quando este acusa o magistrado perante órgãos disciplinares.

Enfim, o ex-presidente não está tendo direito a um processo justo. Enfim, Lula é vítima de um verdadeiro “lawfare”.

COMISSÃO ANTICORRUPÇÃO E ALGUNS PRESIDENCIÁVEIS comemoram condenação de Lula

COMISSÃO ANTICORRUPÇÃO E ALGUNS PRESIDENCIÁVEIS comemoram condenação de Lula e dizem que Moro é 'herói brasileiro'

O ex-presidente recebeu pena de nove anos e meio de prisão, mas deve seguir em liberdade até a segunda instância analisar o caso

O prefeito de São Paulo, João Dória Jr, (PSDB), comemorou a condenação do ex-presidente Lula. Sentença do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, tornada pública nesta quarta-feira, dá pena de nove anos e meio ao petista. Desafeto publico do ex-presidente, Dória usou as redes sociais para atacá-lo.
“Justiça foi feita, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenado a nove anos e meio de prisão. Em primeira instância, mas, certamente, será também condenado em segunda instância, graças a esse herói brasileiro, o juiz Sérgio Moro”, afirmou.

O tucano ainda fez critica aos partidários de Lula e estendeu suas críticas a esquerdistas e defensores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “E aos petistas, lulistas, dilmistas, esquerdistas que pensam que podem roubar, mentir, usurpar, enganar o povo brasileiro em qualquer tempo, por qualquer razão, fazendo o que fizeram com o Brasil, olha aí o que deu”, disparou.

Antes de encerrar o vídeo de quase um minuto, Dória exaltou o responsável pela condenação. “Viva a Justiça, viva Sérgio Moro, viva o Brasil”.

Condenação


O juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença foi divulgada nesta quarta-feira e cabe recurso. O juiz determinou que o ex-presidente continue em liberdade até que a condenação seja analisada em segunda instância.

A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio - de um valor de R$ 87 milhões de corrupção - da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do triplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016.

CUNHA E FUNARO VÃO DAR O GOLPE DE MISERICORDIA NO TEMER.

Cunha e Funaro derrubam Michel Temer: vão confirmar que foram pagos pelo silêncio


Eduardo Cunha e Lúcio Funaro já entregaram roteiro de delações que envolvem Temer
Próxima denúncia de Rodrigo Janot contra Temer deve ter depoimentos de ex-presidente da Câmara e de operador do PMDB. Eles dizem que estavam em silêncio enquanto recebiam dinheiro da JBS.
Citados na gravação de Joesley Batista com Michel Temer como beneficiários de um suposto esquema de pagamentos para ficarem calados, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o operador Lúcio Funaro estão concluindo simultaneamente acordos de delação premiada e devem começar a prestar depoimentos aos procuradores nos próximos dias.
As duas delações tendem a atingir o Planalto e o PMDB da Câmara, o grupo político de Michel Temer, e deverão ser usadas para embasar a próxima denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por acusação de obstrução da Justiça.
Neste momento, o Planalto trabalha para reunir apoio da base para evitar a aceitação, pela Câmara dos Deputados, da denúncia contra Temer por corrupção passiva.
O caso envolve a mala de dinheiro recebida pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.
Os investigadores e as defesas de Cunha e Funaro já estão negociando, separadamente, as cláusulas do acordo de colaboração, conforme o BuzzFeed apurou junto a fontes que participam dos processos.
Os cardápios das delações, uma espécie de roteiro das ilegalidades a serem descritas e os personagens envolvidos, já foram entregues pelas respectivas defesas.
Entre os fatos a serem narrados, os dois vão confirmar que, mesmo presos, continuaram a receber recursos dos esquemas de corrupção que participaram.
Funaro já completou um ano na cadeia, Cunha foi preso em outubro do ano passado.
Entre os esquemas está o da JBS que, de acordo com o Ministério Público Federal com base na delação de Joesley, visava calar Cunha e Funaro em troca de dinheiro.
Um dos trechos mais fortes da gravação que Joesley fez da conversa com o presidente é sobre as “pendências zeradas” do dono da JBS com Cunha.
Para os investigadores, a referência era à propina para calar o ex-congressista no que teve um aval presidencial.
Temer nega que tenha autorizado a compra do silêncio.
Devido aos repasses da JBS, os dois estavam em silêncio e relutavam em fechar acordos – realidade que, após o estouro da JBS e proximidade do fim do mandato de Janot, foi alterada.
Com o trabalho neste mês, investigadores que atuam no caso esperam deixar todo o material das delações pronto e entregar o acordo para homologação do Supremo Tribunal Federal nos últimos dias de julho.
Desta forma a homologação poderá acontecer no início de agosto e Janot conseguirá enviar a segunda denúncia contra Michel Temer pouco tempo depois da volta do recesso do Judiciário.
Ligação de Cunha e Funaro vem dos anos 1990
Operador muito conhecido no mercado de capitais de São Paulo, Lúcio Funaro é um profundo conhecedor do propinoduto que abasteceu o PMDB.
O fato de ele e Cunha fecharem uma delação ao mesmo tempo não é surpreendente dada a ligação estreita entre os dois.
Eles se conhecem há 20 anos.
Funaro foi o único delator da ação penal 470, o julgamento do mensalão.
Foi por meio de uma empresa que ele controlava, através de laranjas, a Garanhuns Empreendimentos, que Funaro repassou R$ 6 milhões a Valdemar Costa Neto (PR-SP).
Em troca de benefícios judiciais, operador admitiu os pagamentos ilegais ao então líder do PL.
Na época do mensalão, Cunha morava em um apartamento de Funaro sem pagar aluguel em Brasília e depois o operador pagou carros de luxo registrados em nomes de empresas do ex-deputado.
Funaro foi preso em junho do ano passado depois da descoberta do esquema de cobranças que ele operava, em nome de Eduardo Cunha, de empresas para ter acesso a empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado do fundo de investimento do FGTS.
No primeiro mandato de Dilma, o então poderoso líder do PMDB na Câmara emplacou a nomeação do executivo Fábio Cleto para uma vice-presidência da Caixa.
Segundo o Ministério Público, era Funaro quem vendia as promessas de facilidade no FI-FGTS a empresários, que depois eram efetivadas com a ação de Fábio Cleto, membro do conselho do fundo.
Cleto virou delator.
Frieza e explosão
Diferente do ex-presidente da Câmara, que por seu estilo frio e distante não conversa muito com seus colegas de presídio, Funaro tem um temperamento explosivo.
Desde a prisão de sua irmã recebendo uma mala de dinheiro da JBS na operação Patmos (ela depois foi solta), Funaro não tem escondido dos presos com quem convive na penitenciária da Papuda sobre o que está acontecendo em sua vida.
A um dos detentos disse não só que ele e Cunha estão fechando termos dos acordos como falou que sua delação irá atingir de maneira muito forte o ministro Moreira Franco e o presidente Michel Temer.
O potencial de estrago de Funaro para o presidente vai além da denúncia de obstrução da Justiça.
Foi o operador que esteve no escritório de José Yunes, amigo de 40 anos de Michel Temer, para entregar um pacote de dinheiro com propina da Odebrecht na campanha de 2014.
O episódio de Yunes receber dinheiro da Odebrecht foi revelado pelo BuzzFeed no ano passado e provocou a demissão do advogado do cargo que ocupava no Planalto.
Depois, Yunes disse que foi uma espécie de “mula involuntária” de Eliseu Padilha, hoje ministro-chefe da Casa Civil.
Mesmo preso, Funaro já enviou recados incômodos ao Planalto.
Temer já afirmou jamais ter se encontrado com o operador, que o desmentiu, numa entrevista à revista Veja por escrito, em março.
Prisão de Geddel foi amostra grátis de Funaro
Antes mesmo da homologação da sua delação, Funaro foi o pivô da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos peemedebistas que pertenceram até pouco tempo atrás ao entorno do presidente Michel Temer.
Funaro contou à força-tarefa das operações Sépsis, Cui Bono e Greenfield, conduzidas pela Procuradoria da República no Distrito Federal, que Geddel estava procurando sua mulher, em São Paulo, para saber se o operador estava fechando um acordo de delação premiada.
O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decretou a prisão preventiva do ex-ministro e mandou apreender seus celulares. Na agenda de contatos da família Funaro, Geddel estava registrado sob o codinome “Carainho”.
Procurados, advogados de Eduardo Cunha disseram que a estratégia da defesa não mudou desde que ele foi preso. Eles negam que o seu cliente vá delatar.
Antonio Figueiredo Basto, que defende Funaro, disse que não vai comentar a defesa de seu cliente.