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domingo, 26 de fevereiro de 2017

QUEM TEM PENA DO DESGRAÇADO FICA NO LUGAR DELE

Homem pede na justiça reconhecimento de união estável e toma metade do patrimônio de amigo.

 O servente de pedreiro Mario Manoel Marcelo Mameluco de Moura, 35 anos, (na foto ostentando a grana que ganhou), foi autor de uma ação judicial na 386ª Vara de Família da Comarca de Lapão Roliço que tem dado o que falar no meio jurídico e acadêmico.

Mario, que segundo ele próprio, é “viciado em rapariga”, teve um desentendimento com sua esposa, a empregada doméstica Josefina Joana Janicleide de Jesus, que o expulsou de casa. Desabrigado e sem dinheiro, Mario bateu às portas de seu colega de trabalho, Naldo Noronha Nunes Norberto da Noruega Sá que, solícito, abrigou o “amigo”. 

 “Dei abrigo ao cara e depois fui surpreendido com um processo, onde ele pedia o reconhecimento de união estável entre nós dois”, lamenta Naldo. 

 

A ação mencionada pedia o reconhecimento e dissolução de união estável, com consequente partilha de bens entre os litigantes.

“O juiz deu ganho de causa pra ele e me obrigou a dividir metade do meu kit net que comprei pelo ‘Minha casa, minha vida’, e ainda tive que vender meu Chevette 91 pra dar metade do dinheiro pra ele”, informou Naldo.

O juiz que julgou a ação considerou que era devido o reconhecimento da união estável, “uma vez que o animus de conviverem, que restou devidamente comprovado, já basta para configurar a relação. Pode-se dizer que eles já era uma família, embora o demandado insita em dizer que não é homossexual.”

 

Naldo informou que não vai recorrer da decisão, pois tem medo de ser chamado de homofóbico.

“O pior de tudo é que fiquei com fama de viado”, lamenta.

 

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