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sábado, 8 de abril de 2017

GUERRA EM RECIFE, DIRETOR DE ESCOLA PEDE QUE MÃES USEM MENOS DECOTE E ROUPA CURTA

Colégio pede roupas "menos curtas" quando mães vão buscar os filhos.

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Um colégio do Recife, no Brasil, emitiu um comunicado aos pais dos seus alunos a pedir para usarem roupas "menos curtas, menos decotadas e menos extravagantes" quando vão buscar os filhos.
O caso está a gerar polêmica e já chegou à Justiça.
O Colégio Santa Maria, no Recife, endereçou um comunicado, no final de março, no qual apelou aos pais e pessoas responsáveis por irem levar e buscar os alunos para usarem roupas "menos curtas, menos decotadas e menos extravagantes". Ainda no texto, a instituição de ensino escreve que "bom senso e discrição são marcas de uma sociedade educada e moderna".
O comunicado do colégio não foi bem recebido por Madelayne Cavalcanti, 29 anos, que diz que ela e a filha, de 6 anos, são alvo do preconceito de outras mães devido à sua profissão como modelo e professora de ginástica e às roupas que usa, que consideram "inadequadas".
Segundo o Globo, uma procuradora teve conhecimento do caso e apresentou queixa no Ministério Público de Pernambuco, exigindo uma indenização por danos morais.
O colégio "defende-se" referindo que o comunicado foi dirigido a todos os pais. Mas Madelayne diz que foi convocada para uma reunião com a direção um dia depois do envio."Perguntaram como era a minha vida profissional, a relação com a minha filha. Eu disse que trabalhava como modelo, que já tinha feito alguns trabalhos para revistas (...). Só pararam de questionar o meu trabalho quando eu disse que o meu marido trabalhava na Justiça. Eu me senti arrasada, tipo um lixo", afirmou.
Madeleyne conta ainda que foi criticada nas redes sociais por grupos de outras mães de alunos do colégio. "Começaram a divulgar fotos dos meus trabalhos e da minha família e depois fui excluída. Depois de um tempo, percebi que fui o pivô do comunicado", aponta.
"Eu uso roupas condizentes com o calor do Recife", justifica, num vídeo que divulgou para se "defender".
Segundo Madeleyne, a filha tem sido alvo de "bullying" por parte das colegas, que não brincam com ela no recreio porque as mães não deixam. "Na hora do recreio, quem brinca com ela é a psicóloga", lamenta.
A procuradora Roberta Fragoso, que avançou com a queixa na justiça, explica que o pedido de indenização irá reverter para um fundo em prol dos direitos humanos. "Estão a confundir a atividade particular dela como profissional com a atividade dela como mãe", defende.

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