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quinta-feira, 25 de maio de 2017

REDE GLOBO E DELATORES VOLTAM ATRAS E DIZEM QUE LULA É INOCENTE

Delator corrige cobertura da imprensa sobre as reuniões de Lula na Petrobras.

 O ex-diretor da Lava Jato Paulo Roberto Costa corrigiu "espontaneamente" as informações divulgadas pela grande mídia, em parceria com a Lava Jato, sobre as reuniões de Lula na Petrobras durante seus dois mandatos. A agenda do ex-presidente na estatal foi usada pela força-tarefa para insinuar que Lula mentiu diante de Sergio Moro, quando afirmou que não teve encontros específicos com ex-diretores, com poucas exceções.

Segundo a defesa de Lula, Paulo Roberto Costa esclareceu que "jamais teve qualquer proximidade com Lula" e afirmou "não ter tido nenhum encontro reservado com Lula, até porque, reconheceu, não tinha 'intimidade' com o ex-presidente. Todos os encontros, reforçou, diziam respeito a atividades institucionais da companhia, eventos e cerimônias no Brasil e no exterior nos quais era natural a participação do Presidente da República."
Na visão do advogado Cristiano Zanin, os documentos usados pelos procuradores "não contradizem, portanto, o depoimento de Lula, ocorrido em 10/5 quando afirmou que 'não tem reunião específica com diretor da Petrobras', além das duas situações que mencionou."

Zanin ainda apontou que Pedro Barusco usou contra Lula uma planilha que foi criada durante as negociações por uma delação premiada. Ele "reconheceu que não se recorda de todos os atos descritos na planilha e não pode garantir que todos tenham ocorrido, identificando a fragilidade da narrativa do MPF."

O delator ainda evidenciou que não pode dizer se havia corrupção em todos os contratos da Petrobras, e apontou que sabe de crimes que ocorreram antes de Lula chegar ao poder, mas a Lava Jato delimitou sua delação somente a partir de 2003.

No caso triplex, Lula é acusado de receber propina da OAS por conta de 3 contratos da empreiteira com a Petrobras. O MPF usou a teoria de que os ex-diretores recebiam cerca de 3% dos valores das obras como propina. E afirmou que uma parte disso iria para o caixa geral da OAS com o PT, de onde sairiam recursos para agradar Lula. 

Na visão da força-tarefa, Lula é culpado por ter sido presidente quando a Petrobras foi corrompida. A responsabilidade do petista está no fato de ele ter dado a palavra final sobre quem era indicado para a estatal. Por isso, a tentativa de dizer que as muitas reuniões de Lula na empresa de petróleo eram suspeitas.

 

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